ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O presidente falou amplamente com o povo de Guantánamo. Photo: Twitter

BARACOA, Guantánamo.— «Baracoa deve se manter tão bonita e preservar suas tradições», disse o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, ao conversar com moradores e autoridades deste município, como parte da visita do governo, iniciada em 28 de novembro, a esta província oriental e que também o levou até Maisí.

A visita do presidente cubano começou na fábrica de chocolates Rubén David Suárez Abella, instalação inaugurada pelo Che Guevara e submetida hoje em dia a um processo de modernização tecnológica que lhe permitirá triplicar sua produção atual, melhorar a quantidade dos sortimentos e diversificá-los.

Esse investimento tem seu sustento no programa de fomento do cacau, que inclui a recuperação da colheita (severamente afetada pelo furacão Matthew) e seu uso industrial ótimo.

«Esta indústria também deve ser posta em prática para gerar fundos exportáveis», disse Diaz-Canel, reafirmando que é necessário dar valor acrescentado a linhas como a de gordura e licor de cacau e assim alcançar maior rendimento para o país.

O presidente perguntou sobre a formação dos trabalhadores para explorar com eficiência os equipamentos modernos e acerca das embalagens, aspectos considerados na modernização, segundo explicou Ríder Londres, investidor do trabalho.

Confrontado com outra pergunta do presidente, o especialista em tecnologia disse que em dezembro algumas obras civis devem ser concluídas, o que permitirá a instalação dos equipamentos tecnológicos para iniciar as primeiras produções em maio do anmo próximo, embora o investimento deva terminar em agosto de 2019.

Quanto ao que foi dito por Ríder, Díaz-Canel pediu para agilizar o transporte de parte dos equipamentos estacionados no porto de Boquerón.

A nova ponte sobre o rio Toa, fruto da solidariedade da República Bolivariana da Venezuela com Cuba, foi o segundo local visitado pelo presidente, que exortou o Ministério da Construção a alargar ao país todo a tecnologia utilizada na construção da referida ponte.

A ponte sobre o rio Toa, fruto da solidariedade da República Bolivariana da Venezuela com Cuba, foi o segundo local visitado pelo presidente. Photo: Twitter

No meio da passarela, Diaz-Canel viu, em uma pequena encosta, uma casa construída com blocos, tábuas de palmeira e cobertura leve (das chamadas mistas), das quais centenas foram concluídas na província, principalmente em Baracoa e Maisí.

Ao contemplar o fluxo do rio Toa, Díaz-Canel soube da validade da tradição de celebrar ali, todos os anos, no verão, um festival de jangadas.

A delegação, também composta por vários ministros, vice-ministros e funcionários, também visitou a usina de asfalto de Maraví, que está em fase de adequação e ajustes.

O presidente também foi informado que no início a produção desta indústria será destinada à pavimentação da estrada Baracoa-Moa e a parte da estrada Baracoa-Maisí.

Carlos Avila Calzadilla, executor da obra, e o ministro da Construção, René Mesa Villafaña, ofereceram a Díaz-Canel uma ampla explicação sobre a usina, que é tecnologia chinesa, automatizada e semi-móvel.

Próximo a essa instalação, eles visitaram um moinho de pedra que, em poucas horas, praticamente iniciará a fase de ajuste e partida. Esta indústria tem capacidade para produzir 25 metros cúbicos de coadjuvantes por hora.

Uma usina de processamento do coco foi o último local visitado em Baracoa pelo presidente cubano. Lá, falou com seus trabalhadores e uma vez ter observado a produção obtida, indicou fazer um estudo sobre as indústrias cubanas que usam este recurso, com vista a garantir seu mercado.

Como parte da cadeia de produção ligada ao coco, também sugeriu aproveitar a água dessa fruteira e ressaltou que tudo aquilo que possa ser feito para vender os produtos acabados, com valor agregado, é conveniente para o país.

Ao deixar a instalação, localizada no bairro El Turey, Díaz-Canel foi abordado por moradores, que o saudaram com aplausos, expressaram seu orgulho por sua visita a Baracoa e atendeu a algumas pessoas com preocupações sobre, acima de tudo, o assunto da habitação.

«Eu amo Baracoa, tem lugares muito agradáveis, vários dos melhores rios de Cuba. Nós levamos experiências interessantes de coisas que são feitas aqui, na Primeira Vila de Cuba. Saudações a Baracoa e que continue sendo bonita», comentou o presidente.

EM PUNTA DE MAISÍ

Alunos e professores da escola básica Alfredo de Jesús Noa foram os primeiros a receber o presidente cubano em Punta de Maisí, onde a aluna da nona série Helen Fernández, acompanhada na guitarra por Roelvis Guzmán, apresentou a música Cavalgando com Fidel ao presidente.

Em seu diálogo com o coletivo, Díaz-Canel se interessou pelas condições de estudo, os meios de computação e a prática esportiva.

«Presidente, queremos cumprimenta-lo», disse uma moradora idosa de Maisí, uma ação repetida logo por outras moradoras locais, que, numa demonstração de afeto e reconhecimento ao governante, se reuniram em frente à escola.

Em Punta de Maisí, Díaz-Canel teve um amplo diálogo com a população, também focado na questão da habitação.

«Lembrem-se que foram milhares de famílias cujas casas foram afetadas ou destruídas pelo furacão Matthew e todos os casos não podem ser resolvidos ao mesmo tempo. Tem havido muito progressos e vocês podem ter certeza de que todas as casas terão uma solução», disse.

As famílias que continuam afetadas foram informadas de que nos próximos dias Punta de Maisí será visitada por uma delegação chefiada pelo presidente do Governo da província para avaliar cada situação.

«Este é um verdadeiro presidente! Escuta todo o mundo!», disse uma mulher local, grata pelo trabalho da Revolução em Punta de Maisí, onde construíram um parque solar fotovoltaico, uma loja, uma pequena indústria para a produção de materiais da construção, uma vila turística, um moinho de pedra e areia, a telefonia foi instalada em boa parte das residências e o serviço de água potável foi melhorado, entre outras obras de benefício social, como a remodelação de inúmeras residências através do projeto venezuelano Barrio Novo, Barrio Tricolor.

Díaz-Canel também visitou o assentamento Petroquasas de Limones, que possui 46 residências habitadas.

Armando Vizmar Mojena, um menino de sete anos, levou o presidente pela mão para visitar a petrocasa onde mora, em um gesto de agradecimento ao presidente, que lhe perguntou sobre seu quarto.

O presidente cubano visitou, ainda, o Clube de Computação para Jovens e um complexo cultural local. Na saída desta última instalação ele trocou novamente com a população.

«Díaz-Canel, Maisí está com você, deve repetir a visita!». Essa foi a despedida dada ao presidente nos municípios cubanos mais a leste, onde finalmente visitou a vila turística de Punta de Maisí.

Ao final desta informação, o presidente do país continuou visitando outros lugares em Guantánamo, acompanhado por Rafael Pérez Fernández, membro do Comitê Central e primeiro secretário do Partido na província, e Nancy Acosta Hernández, presidenta do governo.