ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Os jovens cubanos defenderam seu direito de viver sem bloqueio. Foto: Ricardo López Hevia

CUBA recebeu em 2018 o apoio de amigos e organizações de solidariedade do mundo todo, em sua luta para eliminar o bloqueio econômico, comercial e financeiro criminoso imposto pelos Estados Unidos há quase 60 anos e em outras causas realizadas na arena internacional.

Neste ano, por 27 vezes consecutivas outra vitória foi alcançada na Assembleia Geral das Nações Unidas, com a condena da política unilateral dos Estados Unidos votada por 189 países a favor, dois contra e nenhuma abstenção.

Nesse triunfo é também a contribuição dos grupos de solidariedade que mostram um grande otimismo e força, ganham espaços graças às suas ações rebeldes e informativas, desenvolvem seu trabalho em meio à crise estrutural do capitalismo e às políticas reacionárias e neoliberais.

Esta luta é combinada com a maneira rápida e eficaz para desmistificar as informações da grande mídia internacional, que procura maximizar só as dificuldades cubanas e minimizar o projeto social de desenvolvimento, apesar da política genocida de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e as novas medidas tomadas pela administração de Donald Trump.

Muitos movimentos de solidariedade apoiaram as moções parlamentares em seus países contra o bloqueio econômico estadunidense a Cuba e pediram numerosas manifestações em frente às embaixadas e consulados dos EUA em território europeu e estadunidense.

Brigada Internacional Primeiro de Maio 2018. Foto: Nuria Barbosa León

Essas ações são parte de um programa projetado em reuniões nacionais ou continentais de solidariedade com o a Ilha maior das Antilhas, onde participa a maioria das associações de amizade, embora haja muitos amigos e simpatizantes da Revolução Cubana que não se integram às organizações, mas que demonstram com vários gestos de solidariedade seus sentimentos em relação à Ilha caribenha.

É válido salientar o dia de solidariedade que a cada ano tem lugar em Washington, em setembro, organizado pelo Comitê Internacional da Paz, Justiça e Dignidade dos Povos, o Instituto de Estudos Políticos (IPS) com sede em Washington DC, e da Rede Nacional de Solidariedade com Cuba (NNOC), composta por cerca de 40 organizações, incluindo a Fundação Interreligiosa (IFCO) Pastores pela Paz.

O objetivo principal reside na sensibilização de senadores e congressistas norte-americanos sobre os danos causados ​​pela política agressiva de bloqueio ao povo cubano, mediante a entrega de bibliografia, audiovisuais e materiais dobráveis. Nesta quarta vez, concentrou-se na questão da educação, principalmente a alfabetização.

As atividades incluíram a exibição dos documentários: “Luta Sim! A luta pela educação pública em Porto Rico” e “Mestra”, realizaram palestras com estudantes e professores universitários, encontros com instituições educacionais e religiosas, que também contou com a presença do presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez, aproveitando sua estadia em Nova York para o período ordinário da Assembleia Geral das Nações Unidas neste ano.

Muitos coletivos de solidariedade com o povo cubano em todo o mundo realizaram, também, no dia 17 de cada mês, manifestações e protestos em frente às embaixadas e consulados dos EUA no mundo, para exigir a devolução do território da ilegal Base Naval estadunidense localizada na província cubana de Guantánamo, bem como manifestar o apoio a outras causas justas, como as lutas dos povos saaraui e palestino pela independência e respaldo à Revolução Bolivariana da Venezuela.

Foi escolhido o dia 17 de cada mês para lembrar a batalha pela libertação dos Cinco heróis que cumpriram sentenças injustas em cárceres norte-americanos para lutar contra o terrorismo anticubano na cidade norte-americana de Miami. Foi precisamente em 17 de dezembro de 2014, quando os últimos três antiterroristas cubanos (Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero) foram liberados, graças à luta do povo cubano e ao grande movimento de solidariedade global com esta causa.

Os Pastores pela Paz apoiaram sempre o povo cubano e condenaram o injusto bloqueio econômico contra a Ilha. Foto: JUAN ANTONIO BORREGO

Entre as brigadas internacionais que visitam Cuba, a de maior alcance é a Primeiro de Maio, que todos os anos participa das mobilizações de massas em Cuba para comemorar o Dia Internacional dos Trabalhadores, composta de pessoas dos cinco continentes, que participam dos eventos de solidariedade convocados pela Central dos Trabalhadores de Cuba.
A toda essa ação somam-se jovens formados em universidades cubanas e dos grupos de cubanos residentes em outros países. Eles comemoram as datas cubanas e procuram razões para realizar trocas com os nativos de cada país para expor as conquistas da Revolução.

Os amigos da nação antilhana no planeta promovem diferentes atividades, como palestras, concertos, projeções audiovisuais, eventos teóricos, exposições fotográficas, mobilizações e outros eventos.

Enquanto as associações de amizade e solidariedade estabelecem ligações com parlamentares, sindicalistas, estudantes, religiosos e membros dos partidos políticos, para se juntar as forças pela justiça social, contra o neoliberalismo, em defesa de Cuba, da Venezuela e dos países que optaram por outro modelo de sociedade longe do capitalismo.

Esses sentimentos de solidariedade também nascem em países onde as brigadas médicas cubanas operam ou algum tipo de cooperação é fornecida por profissionais da Ilha caribenha.

A este respeito, um exemplo eloquente esteve no processo de retirada dos médicos cubanos do programa Mais Médicos do Brasil, pelas calúnias do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro contra os médicos cubanos e os planos de seu futuro governo de desrespeitar os acordos assinados com a Organização Pan-Americana da Saúde nessa área.

A esse respeito, o povo brasileiro mostrou rejeição das ações de Bolsonaro e expressou sua gratidão ao pessoal de saúde da Ilha.

O principal desafio que os movimentos de solidariedade com Cuba no mundo devem alcançar será aumentar a coesão e a unidade de suas forças para tornarem-se mais visível. Estes amigos da Revolução Cubana com grande coragem enfrentam o imperialismo norte-americano e seus aliados locais em cada país.

NO CONTEXTO

Linhas estratégicas no trabalho

• Aumentar o trabalho nas redes sociais da Internet para promover um trabalho mais contestatário
• Manter ações em torno dos dias 17 de cada mês contra o bloqueio em conjunto. Incluindo ações dentro das redes sociais da Internet. Nesse dia, todos compartilham notícias sobre a afetação do bloqueio a Cuba ou enviam um logótipo alegórico ao tema
• Promover a participação nas brigadas internacionais de trabalho voluntário em Cuba, como fonte de novos acréscimos aos movimentos de solidariedade
• Manter ativos os Comitês contra o bloqueio e formar outros nas grandes cidades, onde ainda não existem
• Manter uma voz unânime contra a eliminação da base naval estadunidense em Guantánamo.

Brigadas solidárias convocadas neste ano
 1. Sul-americana
 2. Primeiro de Maio
 3. José Martí (composta por amigos europeus durante as férias de verão)
 4. Antonio Maceo
 5. Venceremos
 6. Centro-americana e caribenha
 7. Juan Ríus Rivera de Porto Rico
 8. Brigada de estudantes estrangeiros em Cuba
 9. Pastores pela Paz
10. Nórdica (Brigada de Inverno de países europeus)
11. Cruz do Sul da Austrália e Nova Zelândia
12. 60º aniversário da Revolução.