ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Membros do grupo nórdico de solidariedade no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, de Caimito, na província Artemisa. Foto: Nuria Barbosa León

UM intenso programa de atividades em apoio à Revolução Cubana foi desenvolvido, no final de dezembro, por mais de 40 amigos europeus da Suécia, Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, Alemanha e Noruega, que compunham a 62ª edição da brigada nórdica.

Os brigadistas tiveram reuniões com organizações políticas, de massas e sociais, expandiram seus conhecimentos sobre os valores da herança cubana, trocaram com médicos participantes do programa Mais Médicos do Brasil e visitaram locais históricos nas províncias orientais de Las Tunas, Holguin e Santiago de Cuba.

Hospedados no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, em Caimito, município da província de Artemisa, os visitantes contribuíram com seu grão de areia na obtenção de alimentos para o povo cubano, com dias de trabalho voluntário em empresas pecuárias da região oeste.

A sueca Anna Birgitta Norlin Nyrén veio 11 vezes à Ilha caribenha para mostrar sua solidariedade com o povo cubano e desta vez foi motivada a testemunhar os atos pelo 60º aniversário do triunfo da Revolução, na cidade de Santiago de Cuba.

Membros do grupo nórdico de solidariedade no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, de Caimito, na província Artemisa. Foto: Nuria Barbosa León

«Nestes dias ouvimos palestras de especialistas cubanos que nos informaram sobre as questões atuais do processo social que está sendo construído em Cuba. Entre nós, discutimos questões comuns que nos afetam e certamente falamos sobre economia e política mundial. No programa estavam incluídas visitas a hospitais, escolas e outras instituições cubanas para aprender sobre sua operação. Fomos para Holguín, especialmente para a casa onde nasceu o Comandante-em-chefe Fidel Castro, na localidade de Birán», salientou a ativista que pertence à Associação de Amizade Suécia-Cuba.

Como membro dessa organização, ela participa de várias ações para exigir o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial criminoso dos Estados Unidos contra a Ilha Maior das Antilhas, e para espalhar a realidade cubana, a fim de desmentir campanhas de mídia contra a Revolução.

«Fazemos manifestações nas ruas de Estocolmo e carregamos cartazes com mensagens de solidariedade, pelo menos uma vez por mês. Também fazemos muitas atividades sociais para comemorar datas cubana como o 1º de janeiro e 26 de julho (dia do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em 1953), nelas mostramos as conquistas do socialismo cubano aos suecos», relatou Anna Birgitta Norlin Nyrén.

Enquanto isso, sua colega Johanna Wallertz, residente em Gotemburgo, soube do programa da brigada através da Internet e se inscreveu porque está interessada em conhecer o funcionamento desta sociedade, compreender o seu processo social e mostrar sua solidariedade ao povo de Cuba e a outros países membros do grupo visitante.

«Na brigada participamos de galas culturais, excursões a outras províncias, tivemos reuniões com trabalhadores e sindicalistas. Eles nos falaram sobre as rela-ções de Cuba com os Estados Unidos e a Europa, entre outras questões», destacou a brigadista, que reconhece que em seu país as informações divulgadas sobre Cuba vêm dos Estados Unidos e se afastam da verdade.

Da esquerda para a direita as suecas Anna Birgitta Norlin e Johanna Wallertz e o norueguês H. Boye Svendser, que acompanharam o povo cubano nas comemorações do 60º aniversário do triunfo da Revolução. Foto: Nuria Barbosa León

Por seu lado, o escritor norueguês H. Boye Svendser é a segunda vez participa da Brigada Nórdica porque nela se gera uma excelente reflexão sobre o momento histórico em que vivemos. Ele veio antes, em 1997, e foi uma excelente inspiração para estudar a realidade cubana e apoiá-la em todos os momentos.

«Desta vez, a Revolução completa 60 anos e quero acompanhar o povo cubano nesta celebração», asseverou o também jornalista da publicação Friheten, órgão do Partido Comunista em seu país, no qual ele escreve sobre questões políticas e defende a posição dos setores mais humildes da sociedade europeia.

Comentou que a Noruega é um país capitalista onde o neoliberalismo prevalece com a destruição do sistema público e estatal. Existem privatizações em todos os setores da sociedade e o governo é um forte aliado dos Estados Unidos.

Todos eles concordaram em pressagiar muitos anos de vida à Revolução cubana, porque mostra a construção de uma sociedade que é centrada no bem-estar humano, por isso, admiram os sucessos na educação, saúde e segurança pública, que também é expresso por ao redor de 20 ativistas da Austrália e Nova Zelândia, que formaram a Brigada Cruz do Sul, em sua 36ª edição.

A mídia local destacou que os brigadistas testemunharam em 8 de janeiro o ato em Cidade Libertad pelo 60º aniversário da entrada de Fidel Castro com a Caravana da Liberdade a Havana em 1959, e em comemorações similares efetuadas nas províncias de Ciego de Ávila e Villa Clara, onde prestaram homenagem a Ernesto Che Guevara.

Igualmente, compareceram ao Grande Teatro de Havana Alicia Alonso, em 1º de janeiro, à gala do Balé Nacional de Cuba dedicada ao aniversário do triunfo da Revolução e correram em uma maratona de esportes chamada Brigadistas contra o bloqueio, para chamar a atenção sobre o fim da política intervencionista imposta pelos Estados Unidos há quase 60 anos.