ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
As pessoas que viviam na comunidade de trânsito Castanedo perderam tudo e serão priorizadas. Foto: Ariel Cecilio Alvarez de la Campa

EM Alamar há várias semanas amanhece mais cedo e não precisamente porque o sol raie mais rápido naquele bairro, mas pelos esforços de centenas de mulheres e homens.

Trabalhadores de cinco províncias do país e de empresas nacionais trabalham na adaptação da residência estudantil Julio Antonio Mella, localizada no bairro Alamar Micro 10, conselho popular de Alamar do Leste, em casas para as vítimas do tornado de 27 de janeiro passado.

Depois desse fenômeno natural, mais de 7.800 residências foram afetadas, das quais 730 com colapso total e quase mil, parcial; os municípios com maiores perdas foram Regla, Guanabacoa e Diez de Octubre.

O diretor da Empresa de Construção e Montagem (Cubacons), grupo pertencente ao Ministério da Construção (Micons), Alberto Olivera Fis, afirmou que o objetivo principal é habilitar plenamente a residência.

«Neste caso, precisamos enfatizar a proximidade do prédio ao mar, pelo qual o ambiente salino é muito forte. Isso inclui trabalhar no aprofundamento das estruturas e a boa cobertura do aço, além das redes hidráulicas, banheiros, cozinhas e divisões que estão sendo feitas. Qualidade é o mais importante», acrescentou Olivera Fis.

40 casas serão abertas em um antigo lar de idosos em Diez de Octubre. Foto: Ariel Cecilio Alvarez de la Campa

A residência tem três prédios de cinco andares, para um total de 70 apartamentos. As moradias serão compostas por 35 apartamentos com dois quartos, 20 com um quarto e 15 com três quartos.

«Vai com bom ritmo, os principais materiais estão garantidos e a força de trabalho também», acrescentou Olivera Fis.

Os estudantes desta residência foram realocados nos prédios de bolsas de estudo da rua 12 e rua Malecón, e na rua F e rua 3ª, no Vedado.

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Uma das áreas mais afetadas com a passagem do tornado foi a comunidade de trânsito Castanedo, do conselho popular Villa 2, 16ª circunscrição, no município de Guanabacoa, onde havia 62 famílias, que foram para outras comunidades em trânsito temporário, e para casas de parentes e amigos, embora os últimos sejam a minoria.

«Essas pessoas terão prioridade para entregar-lhes as casas. Perderam tudo», afirma Ania Lucía Lemus Prieto, presidenta da Assembleia Municipal do Poder Popular de Guana-bacoa.

A residência estudantil Julio Antonio Mella dará lugar a 70 apartamentos para famílias afetadas. Foto: Ariel Cecilio Alvarez de la Campa

Em Castanedo, 31 casas serão reconstruídas; além de um prédio com sistema construtivo Forsa para seis moradias de dois cômodos e quatro de três cômodos. Da mesma forma, as condições serão criadas para que lá tenham todos os serviços básicos, uma lanchonete e um parque.

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Quanto a instituições estatais no município de San Miguel del Padrón, trabalha-se na substituição de toda a carpintaria, serviços de encanamento e área de esportes do Instituto Politécnico de Economia Andrés Luján Vázquez.

As forças de trabalho neste caso são brigadas do Micons e do Grupo Empresarial de Construção e Montagem (Cubacons) Mayabeque. Para que o ensino não seja afetado, alguns grupos de alunos estão fazendo seus estágios, enquanto outros foram realocados em diferentes centros estudantis.

No município Diez de Octubre, diferentes entidades estatais foram afetadas: a residência pedagógica La Asunción foi uma delas, com danos no telhado pelo movimento de placas, e em instalações sanitárias que já estão sendo restauradas. Da mesma forma, o pronto-socorro da Policlínica Universitária Pasteurs e a Escola Primária Alfredo Miguel Aguayo avançam em seus respectivos reparações.

Em uma antiga casa para idosos desse território, 40 casas serão construídas com a ajuda do contingente Blas Roca e 11 cooperativas da cidade, as que também serão destinadas às vítimas do tornado.

O primeiro-secretário do Partido em Havana, Luis Antonio Torres Iríbar, em sua avaliação de todas essas reconstruções, asseverou que a capital está em um momento de alta motivação, nível de trabalho e organização das forças de construção, com o objetivo de fazer o maior número de casas no menor tempo possível, e recuperar os colapsos totais e parciais, bem como as moradias tipo 1 que sofreram danos.

«Prevalece a organização, o entusiasmo, a capacidade de fazer dos construtores e isso gera confiança em nós e fundamentalmente nas vítimas», disse Torres Iríbar.

O primeiro-secretário do Partido na capital também agradeceu ao Micons que teve a capacidade de reunir todas essas forças construtivas, para que possam trabalhar de forma rápida e eficaz.