ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O presidente cubano enfatizou que é necessário analisar como modernizar as máquinas-ferramentas. Foto: José Manuel Correa

DISCUTIR seus problemas e as melhores soluções para eles foi o apelo feito pelo ministro das Indústrias, Alfredo Lopez Valdés, durante o balanço do trabalho anual no setor, que foi assistido pelo presidente Miguel Diaz-Canel Bermúdez.

De primordial para o desenvolvimento do país, catalogou a este setor o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros. «Temos um grande potencial em recursos humanos e também em tecnologia que pode ser modernizada para adquirir soberania tecnológica em diferentes direções», ressaltou.

Duas abordagens abrangentes não podem faltar nas atividades produtivas e de serviços», insistiu. «Uma é a qualidade de tudo o que fazemos e a outra é a do desenvolvimento sustentável, onde três pilares são combinados: econômico, social e ambiental».

«Se focarmos tudo dessa maneira» — refletiu — «todos os dias teremos mais integralidade no que fazemos».

«Em um setor como este» — enfatizou — «onde é muito importante desenvolver as forças produtivas, é necessário regular o mínimo para que os processos fluam».

Reconheceu que tanto o governo quanto o comércio eletrônico são promovidos no Ministério, no entanto, mais atenção deve ser dada à automação e à robótica, duas linhas específicas para o desenvolvimento.

«É essencial, diante da realidade de que a população economicamente ativa será cada vez menor a partir da dinâmica demográfica atual, que procuremos todas as formas possíveis de tornar os processos mais eficientes», chamou a atenção.

Neste sentido, ressaltou que deveria ser discutida a forma de modernizar máquinas-ferramentas que temos, que são sólidas e robustas, mas precisam de mais automação. «Nisso são reitores para o país, o que sejam capazes de desenvolver aqui para melhorar um torno, por exemplo, deve ser aplicado em todas as oficinas onde são fabricadas peças de reposição».

Como linhas para o trabalho diário, também definiu a prática de ir àqueles que mais sabem e à gestão dos organismos com universidades e centros de pesquisa. «Temos problemas muito complexos para resolver e para isso precisamos da pesquisa científica que nos permita alcançar a inovação e resolver os problemas».

Mais uma vez insistiu na necessidade de saber se comunicar, não só com a população e os trabalhadores, mas também entre as empresas para se conhecerem melhor e defender as produções que somos capazes de fazer. Muitas das coisas que são importadas para o país se devem ao desconhecimento das produções nacionais e suas potencialidades.

Seguindo a máxima de promover, tanto quanto for possível, o investimento estrangeiro, referiu que é essencial fortalecer as equipes econômicas e os negociadores nas empresas para que sejam capazes de realizar estudos de mercado eficientes e possam promover adequadamente o investimento estrangeiro em todas suas formas.

Como outro potencial para o desenvolvimento, considerou os encadeamentos produtivos com os diferentes atores da economia, como o investimento estrangeiro, as exportações, o turismo, o setor não-estatal, a construção de moradias e a indústria nacional.

No caso dos transportes, uma das prioridades urgentes para resolver à população e à economia, lembrou que já temos uma empresa de montagem à qual devemos buscar mais linhas de produção, para que possamos desenvolver outras variantes que forneçam soluções ao país.

Comentou as enormes possibilidades de substituição de importações que existem no setor em aspectos como a reutilização de pneus, a reciclagem de matérias-primas e as peças de reposição.

Ao se referir aos investimentos, insistiu que é fundamental realizar sua preparação adequada, o que constitui uma garantia para a posterior execução.

Mais uma vez, mencionou a prioridade que deve ser dada aos recursos humanos e dentro deles à força de trabalho qualificada, porque sua permanência em nossos centros não tem a ver apenas com o salário. «Às vezes, isso está relacionado às motivações, às condições de trabalho e à maneira de respeitar os critérios das pessoas e deixamos os jovens se desenvolverem», comentou.

Da mesma forma, insistiu em tudo o que deve ser feito em busca de um melhor controle interno e, acima de tudo, para acabar com o roubo de combustível, uma questão que causa muitos danos à nossa economia.

«A partir de discussões em nível do país e as propostas que nasceram dentro de suas próprias empresas» — disse — «devemos promover mais produções domésticas que anos atrás deixamos de fazer sob a suposição de que era mais fácil importá-las». Com o talento que temos em Cuba, podemos alcançar o que nos propúnhamos fazer, mas temos que liberar um pouco o pensamento e a maneira de agir, levar as coisas às prioridades».

«E esse é o caminho que nos propomos consolidar, em que continuemos avançando com base no desenvolvimento da indústria nacional», convocou.

TUDO QUE SEJA FEITO NA INDÚSTRIA NACIONAL DÁ SOBERANIA

Na presença também do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez, vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, os representantes de vários grupos empresariais que atendem ä entidade se referiram a várias linhas de ação que caracterizam seu trabalho diário e através das quais, aos poucos, se consolida o papel determinante que corresponde a este setor como um dos mais importantes para o desenvolvimento econômico do país.

Melhorar a indústria é um dos muitos desafios que tem pela frente o Grupo Empresarial da Indústria Siderúrgica Mecânica, chamado a conquistar o mercado nacional com cada vez maior qualidade em seus produtos. Seu impacto na economia é fundamental, quanto a eles corresponda essencialmente ao atendimento de pedidos de peças de reposição em diversas indústrias e desenvolver produtos que atendam a demanda do país, proporcionando-lhes cada vez mais padrões semelhantes aos do mercado internacional. «Tudo o que possa ser feito nesta indústria dá soberania», destacou-se no encontro.

Particularmente no Grupo da Eletrônica, o Comandante Ramiro Valdes Revolução Menéndez assinalou que, à par tudo o que conseguiram acompanhar no programa de informatização da sociedade, há um amplo leque de outros produtos que também podem ser desenvolvidos para acompanhar esse processo.

Em geral, nos cinco grupos empresariais atendidos pelo Ministério, foram examinados os tópicos de trabalho com os diretivos e a preparação de suas reservas. «Com diretivos bem preparados, podemos alcançar qualquer coisa que pretendamos alcançar», concordou-se durante a reunião.

Dialogou-se sobre a atenção dada aos jovens nos diferentes centros, onde mormente se somam a tarefas priorizadas. Também se explicou sobre a vinculação com as universidades e centros de pesquisa com os quais se mantêm projetos mutuamente benéficos e que influem não só no desenvolvimento da indústria, também na realização de um melhor processo de investimentos.

O debate incluiu, além disso, o apelo para sermos constantes inconformados; procurar como automatizar e informatizar todos os processos possíveis; focar no encadeamento produtivo como outra forma de desenvolver o potencial da indústria; e trabalhar para que as importações que são destinadas ao setor sejam fundamentalmente matérias-primas que permitam impulsionar a indústria nacional.