ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Salvador Valdés Mesa, começou uma visita oficial à República de Angola, onde foi recebido em audiência pelo presidente de Angola, João Lourenço, com quem trocou sobre as relações históricas entre Havana e Luanda e a decisão de continuar fortalecendo-as.

Acompanhando o líder cubano estavam os companheiros Marcos Fermín Rodríguez Costa, diretor-geral de Planejamento Político do Ministério das Relações Exteriores (Minrex); a embaixadora de Cuba em Luanda, Esther Armenteros Cárdenas, e o general-de-brigada Arnaldo Tamayo Méndez, segundo publicou o site Cubaminrex.

Durante a permanência nessa nação irmã, Valdés Mesa participou dos atos pelo dia da libertação da África Austral, e recebeu das mãos do presidente, João Lourenço, a Ordem do Mérito Militar No. 1, na cerimônia que comemorou a vitória na batalha de Cuito Cuanavale.

Em uma entrevista com a Prensa Latina no aeroporto internacional, 4 de fevereiro, Valdés Mesa disse que se sentia satisfeito com os resultados da visita, onde se tornaram patentes as relações de amizade, históricas e de longa data entre os dois países e o desejo de aprofundá-las.

A estadia também serviu para realizar um encontro interessante com uma representação de colaboradores cubanos em Angola e o coletivo da embaixada cubana no país africano.

VÍNCULOS COM A NAMÍBIA

Salvador Valdés Mesa, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, recebeu na chegada à Namíbia as boas-vindas de Netumbo Nandi-Ndaitwah, vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Internacionais e Cooperação daquele país.

Ambos lembraram a luta contra o colonialismo e a favor do princípio da autodeterminação dos povos do Terceiro Mundo, na qual Cuba teve um papel de protagonista, ao liderar inúmeros esforços para recompensar o que fizeram os africanos trazidos como escravos ao nosso continente nas lutas pela independência da nação caribenha.

Esta é a terceira vez que Valdés Mesa visita a Namíbia e destacou a boa atmosfera diplomática e amigável. Reafirmou a vontade da nação caribenha de oferecer apoio aos povos oprimidos do mundo, princípio presente nas ideias de José Martí e de Fidel Castro que norteiam o presente.

Tanto Cuba quanto a Namíbia são duas nações comprometidas em sustentar a verdadeira história da luta antirracista, já que no momento atual quer se distorcer essa façanha. «A verdade deve ir além das fronteiras e servir de exemplo para as gerações de cubanos e dos países que deram seu sangue e suas vidas pela liberdade», disse Valdés Mesa.

Concluiu sua visita oficial à Namíbia, após uma reunião com o presidente Hage Geingob, onde foi ratificado o excelente estado das relações políticas e de cooperação entre os dois países.

VICE-PRESIDENTA CUBANA VISITA A REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL

O vice-presidenta dos Conse-lhos de Estado e de Ministros de Cuba Inés María Chapman, chegou à África do Sul em uma visita oficial, fazendo parte de uma digressão por esse continente, até 3 de Abril, que incluiu o Lesoto e Quénia.

De acordo com a Prensa Latina, Chapman discursou representando a Ilha maior das Antilhas na Cúpula Extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre o Sara Ocidental, em Pretória.

Além disso, realizou reuniões com as mais altas autoridades políticas e governamentais do país; bem como com colaboradores da Ilha nessa nação africana.

Sua primeira atividade oficial foi o ato de comemoração da batalha de Cuito Cuanavale, que ocorreu em 23 de março de 1988, uma data que desde o ano passado tornou-se o Dia da Libertação da África Austral.

O falecido líder sul-africano Nelson Mandela disse que «o povo cubano ocupa um lugar especial no coração dos povos da África».

A este respeito, Mandela disse que «a derrota decisiva sofrida no Cuito Cuanavale mudou a correlação de forças na região (...) A derrota decisiva das forças agressivas do apartheid destruiu o mito da invencibilidade do opressor branco».

A cerimónia teve lugar no histórico complexo monumental Freedom Park (Parque da Liberdade), onde em uma enorme parede de pedra estão inscritos os nomes de mais de 2 mil cubanos que morreram em defesa não só de África, mas do mundo.

Em 2017, os responsáveis do local decidiram também registrar o nome de Fidel Castro na parede daquele mausoléu.

Fontes diplomáticas classificaram o nível de amizade e colaboração entre Cuba e a África do Sul como excelente. Mais de 580 colaboradores prestam seus serviços nos setores da saúde, educação, recursos hídricos e assentamentos humanos, entre outros.

«EU TRAGO UMA MENSAGEM DE AMOR DE CUBA PARA A ÁFRICA»

«Eu trago uma mensagem de amor de Cuba para a África», disse a vice-presidenta cubana, Inés María Chapman, à chegada ao aeroporto internacional Moshoeshoe I, em Maseru, capital do Reino do Lesoto, onde foi recebida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Relações Internacionais, Lesego Makgochi, em uma cerimônia animada por um grupo de danças tradicionais.

A agenda da líder cubana no Lesoto, de acordo com o site Cubaminrex, incluiu reuniões com autoridades políticas e governamentais, entre elas o rei Letsie III, o primeiro-ministro Thomas Thabane, o chanceler Lesego Makgochi o ministro da Saúde, Nkaku Kabi e o presidente da Assembleia Nacional, Sephiri Motayane.

Além disso, ela teve reuniões com estudantes do Lesoto formados em Cuba e com os membros da Brigada Médica Cubana nesse país.

CONTINUAÇÃO DA TURNÊ PELA ÁFRICA

A vice-presidenta cubana, Inés María Chapman, viajou ao Quênia em 29 de março para fortalecer os laços que permitirão novos avanços na cooperação com Cuba.

Em 1o de abril, Chapman foi recebida pelo presidente dessa nação irmã, Uhuru Kenyatta, bem como por Kenneth Losaka, presidente do Senado; e Sicily Kariuky, ministra da Saúde desse paìs africano, segundo noticia a PL.

No final da primeira etapa de sua viagem, a vice-presidenta dos Conselhos de Estado e de Ministros afirmou que os intercâmbios que teve na África do Sul e Lesoto foram amistosos, fraternais e muito cordiais.

Em uma entrevista com a Prensa Latina, a vice-presidenta disse que houve contato com a história dos dois países, com seus governos e seus parlamentos e, igualmente, com destaque para o encontro com Blade Nzimande, secretário-geral do Partido Comunista da África do Sul, e outros líderes da organização.

Em todos os casos «é uma evidência clara e transparente de quanto nos amamos e quanta fraternidade existe entre Cuba e os povos da África», disse.

Acerca da visita ao Lesotho comentou que um resultado da cooperação em breve será o aumento do número de médicos da brigada que oferece serviços naquele país, e que a «boa opinião sobre o trabalho dos funcionários tem fortalecido o sistema saúde nesses países, a partir da preparação de novos médicos e especialistas».

Um dos elementos destacados pela vice-presidenta é que, nos dois países, foram reiteradas as expressões de «apoio à luta contra o bloqueio» imposto a Cuba por sucessivos governos norte-americanos ao longo de quase seis décadas.

«Onde quer que tenhamos chegado, foi-nos dito que apoiam Cuba em sua firmeza, integridade e dignidade», acrescentou, insistindo que os colaboradores são os portadores dessas qualidades.

Chapman ressaltou que muitos lembram com gratidão a contribuição decisiva de Cuba para a vitória na batalha de Cuito Cuanavale, em 23 de março de 1988, e o que isso representa para os povos da África.

A vice-presidenta Inés María Chapman ratificou o princípio de que Cuba compartilha o que tem e reconheceu «que sermos solidários é estar pagando nossa própria dívida para com a humanidade».