ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

«Rumo a um planejamento mais flexível, menos centralizado e mais participatio deve ser dirigida a economia cubana», disse Alejandro Gil Fernandez, ministro de Economia e Planejamento, durante a análise do Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, até 2030, na Comissão dos Assuntos Econômicos da Assembleia Nacional, que contou com a presença do presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez.

Durante sua explicação, Gil Fernandez disse que tal planejamento depende de um programa que, embora tenha indicadores bem definidos e objetivos específicos, será atualizado sistematicamente, dependendo do contexto nacional e internacional.

Alejandro Gil explicou detalhadamente aos membros a importância de setores estratégicos da economia cubana, que hoje respondem por 90% do aumento das exportações de olho para o ano 2030. Quanto à substituição de importações, contribuem com 65% do aumento total, evidenciando-se no desenvolvimento e dinamismo que o país requer para o âmbito interno, além da necessária conexão com a redução da dependência de mercados externos e o aumento de competitividade, produtividade e eficiência.

O ministro da Economia e Planejamento disse estar buscando soluções para aumentar a produção interna, exportar mais, priorizar ligações produtivas, substituição de importações e, acima de tudo, planejar e usar bem os recursos que temos.

O presidente Miguel Díaz-Canel insistiu em avaliar adequadamente as condições que limitam o desenvolvimento econômico no âmbito nacional e internacional, que geram tensões e dificultam o cumprimento do planejado.

Devemos ser capazes de «afirmar até que ponto queremos ir em correspondência com o que foi planejado», disse Díaz-Canel, que deve ser acompanhado pelos recursos financeiros necessários para os ciclos produtivos e a geração de renda».

O presidente mencionou a previsão realista dos financiamentos a partir da hostilidade imperialista na atualidade, que não repousa na tentativa de derrubar a Revolução, buscando abafar o desempenho econômico do país.

Exortou a desenhar planos a partir da base, levando em conta todas as potencialidades das empresas e vínculos produtivos, com uma maior participação dos trabalhadores, com base no fato de que o principal problema do país é a falta de recursos financeiros.