ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
«Devemos dignificar e reconhecer mais os mestres e professores», disse o presidente. Photo: Endrys Correa Vaillant

«A educação deve ser defendida com o compromisso, a alma, a criatividade e o exemplo, e com essas convicções os educadores vão participar da passeata em 1º de Maio», disse o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, ao participar nesta quinta-feira, 25 de abril, do Seminário Nacional de preparação do próximo ano letivo, que dedicou seu primeiro dia a analisar os resultados do Ministério da Educação (MINED) em 2018.

Díaz-Canel reafirmou esse conceito, após ouvir os discursos de jovens professores de Manicaragua e Cienfuegos, os que mostraram os resultados em suas escolas e patentizaram quão importante é o exemplo pessoal e a dedicação ao seu trabalho.

Mais do que uma fala, Díaz-Canel estabeleceu uma reflexão coletiva, introduzindo algumas lembranças de sua época de liderança estudantil no setor, porque nos professores ainda são válidos os preceitos de professores de todas as épocas, incluindo Fidel Castro e José Ramón Fernández. «Deste último», enfatizou, «todos nós temos uma boa memória como revolucionário e pedagogo».

Insistiu que devemos continuar aplicando as ideias do líder histórico neste setor. Disse que sem educação não há revolução possível, «o qual é de grande atualidade», disse o líder cubano, «em uma situação complexa, quando o império e seus lacaios acirram o discurso retórico, ofensivo e intervencionista, culpando Cuba por não terem podido realizar seus planos de agressão contra a Venezuela, nem derrubar seu povo e seu governo, que reforçaram sua resistência».

A partir de suas reflexões e abordagens sobre os desafios do setor educacional, destacou o fundamental que é a preparação didático-metodológica, com qualidade, sem formalidades. «É o que mais impacta na aprendizagem dos alunos e garante sua formação integral, reforçando a formação de valores», afirmou.

Díaz-Canel definiu a escola como o lugar onde prevalece a decência e um ambiente que não favorece eventos alienantes, vulgares ou banais.

«A principal tarefa de vocês», apontou, «é a melhoria do sistema de ensino, que é realizado experimentalmente em um grupo de instituições para a sua generalização posterior».

Ressaltou que apesar dos tempos difíceis que acontecem internacionalmente e no país, uma escola especial foi inaugurada há poucos dias em Santiago de Cuba, e nas próximas semanas o mesmo acontecerá com o de Villa Clara, exemplos do que se pode fazer em uma Revolução.

Defendeu o trabalho coletivo, tanto dos professores quanto dos alunos, e enfatizou a necessidade de prestar muita atenção às opiniões dos professores e não professores, da comunidade e da família e de incentivar o debate com eles e no âmbito interno.

«Devemos dignificar e reconhecer mais os mestres e professores, exemplos foram apresentados aqui, e devemos ver a partir do governo com que outras coisas os podemos apoiar», disse.

Ao mesmo tempo, pediu que nos orçamentos territoriais sejam incluídos investimentos para a manutenção da rede escolar; e acerca do que tem sido feito até agora ponderou que Cienfuegos, Santiago de Cuba, Guantánamo e Las Tunas previram ter todas as escolas reparadas em 2020.

Em relação ao processo educacional e com base no que foi discutido na reunião, disse que o modelo das escolas pedagógicas já teve bons resultados. Foi preciso implementar medidas alternativas para remediar a falta de professores em algumas salas de aula, mas o melhor é que cada uma tenha um professor treinado rigorosamente.

Mais tarde, Teresa Amarelle Boue, membro do Bureau Político e secretária-geral da Federação das Mulheres Cubanas, condecorou Ena Elsa Velázquez, ministra da Educação, com a Ordem Ana Betancourt, por sua carreira política e como educadora. Diplomas de reconhecimento foram concedidos pelos melhores resultados a escolas pedagógicas e diretorias provinciais de educação.

A reunião contou com a presença de Roberto Morales Ojeda, membro do Bureau Político e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, e Olga Lidia Tapia, membro do secretariado do Comitê Central, entre outros líderes.