ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

Mais de 200 especialistas de Cuba poderia apresentarão seus trabalhos no Congresso Internacional de Estudos Latino-Americanos (LASA 2019) mas apenas 12% deles receberam os vistos necessários para a viagem para os Estados Unidos e participar do evento, disse à imprensa Rafael Emilio Cervantes, membro da seção de Cuba da Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA).

Os acadêmicos cubanos culpam a política hostil dos EUA contra o país por sua ausência no evento, que acontece a partir de hoje na cidade norte-americana de Boston, informou a Prensa Latina.

Devido ao encerramento de serviços consulares em Havana por parte de Washington, os estudiosos viajaram até um país terceiro para fazer as diligências consulares correspondentes, mas muito poucos receberam o visto de não imigrante que permite a entrada aos Estados Unidos.

Cervantes denunciou um tratamento hostil aos candidatos nas embaixadas de Washington em outros países, e revelou que vários deles foram perguntados se pertencem ao Partido Comunista de Cuba para, em caso de resposta positiva, não lhes conceder o visto.

Também enfatizou o prestígio dos membros da secção Cuba da LASA, que se destacam em estudos latino-americanos e relações internacionais da região com o resto do mundo.

Membros da União Nacional de Artistas e Escritores e da Associação Hermanos Saiz estão entre a ampla gama de acadêmicos de diferentes esferas da sociedade cubana impedidos de participar; incluindo pesquisadores do Centro de Estudos de José Marti, apesar do fato do congresso se concentrar no ensaio Nossa América, de José Martí.