
Nós fomos uma porta. Nossas ilhas e Cuba, em particular, mantiveram a Chave do Golfo como uma ponte entre universos opostos que se descobriram. Essa chave era uma porta que permitia o reconhecimento mútuo: tráfico e escravidão, protegendo estruturas coloniais e estabelecendo uma intensa economia de plantações. Desde 1959, nossos arquipélagos conheceram e proclamaram uma experiência histórica comum em favor da independência e libertação do jugo colonial e do poderoso vizinho.
O Caribe navega em seu mar de espumas, escoltado mais do que por suas águas, como nunca antes pelo escudo de seus povos cuja consciência sempre foi a mesma: reafirmar nosso ser e seu caráter resistente; vencer as armadilhas da fronteira imperial que nos assedia como um raio incessante. Os povos do Caribe se ergueram com seu escudo verde contra a ignomínia e a avassaladora. Davi derrota Golias.
O recente conclave da Caricom provou isso. É a vitória de uma consciência caribenha na qual Cuba está brilhando. Vamos comemorar esse brilho.
NO CONTEXTO
— Os 15 chefes de governo da Caricom reiteraram na quarta-feira, 19 de fevereiro, sua preocupação com o ressurgimento do bloqueio nos EUA contra Cuba.
— Cuba reitera sua gratidão aos países da Caricom por continuarem exigindo a suspensão do bloqueio imposto pelos EUA contra Cuba e o apoio nas Nações Unidas contra essa política injusta, bem como por sua posição de princípio perante a aplicação da Lei Helms-Burton e pelo apoio ao altruísmo da colaboração dos médicos da Ilha.
— Nas nações do Caribe, aproximadamente 1.720 colaboradores cubanos estão trabalhando, mais de 6.700 estudantes se formaram em nosso país e cerca de 700 estudantes do Caribe estudam em Cuba.
— Cuba reitera seu apoio aos países do Caribe na justa reivindicação contra a categorização arbitrária como países de renda média-alta, sem levar em conta suas particularidades e as dificuldades que isso representa pata terem acesso ao financiamento.
— Cuba continua preocupada com a ameaça que representa para nós, pequenos Estados insulares, os efeitos das mudanças climáticas e reafirma a vontade inequívoca de continuar compartilhando com os irmãos do Caribe os benefícios de nossas modestas conquistas em termos de adaptação às mudanças climáticas e redução de risco de desastre.







