ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

Falar em inclusão é falar, antes de tudo, de direitos; de igualdade social, que cada ser humano é único em si mesmo e que as pessoas com deficiência, não por esse motivo, devem ser vistas na sociedade ou na família como um fardo, como alguém sem oportunidades na vida, suspenso pelo tempo e a indiferença.

Tampouco a visão compassiva que procura ajudar e, por sua vez, minimiza, transforma o sujeito em alguém frágil, incapaz de cuidar de si mesmo e dependente dos outros.

Seria necessário analisá-lo mais a partir do que, socialmente, podemos fazer para que coexistam harmonicamente e se sintam úteis. Muitas vezes, não é a incapacidade que limita seu desenvolvimento, mas aqueles que na sociedade o diminuem, restringindo as possibilidades.

Embora não seja uma batalha vencida, porque sempre haverá algo para se fazer e melhorar, a fim de garantir a inclusão mais completa dessas pessoas na construção da sociedade, Cuba se preocupa e cuida para que elas tenham acesso total aos serviços, estudem, tenham uma ocupação profissional, superem-se, cresçam profissionalmente. Exemplo disso são os oito programas nacionais que proporcionam sensibilidade e respeito pela convivência.

Na Constituição, o artigo 89º reconhece a obrigação do Estado, da sociedade e das famílias de proteger e garantir o pleno exercício dos direitos das pessoas com deficiência. E destaca o papel do governo na criação de condições que possibilitem sua reabilitação ou a melhoria de sua qualidade de vida, autonomia pessoal e participação social.

Daí o reconhecimento que a Associação Nacional dos Surdos de Cuba, em seu 5º Congresso recentemente concluído, fez, com a ordem Mãos de Cristal, ao primeiro secretário do Comitê Central do Partido, general-de-exército Raúl Castro Ruz e ao presidente da República, Miguel Díaz-Canel, pela inestimável contribuição a favor da comunidade de surdos e pela extrema sensibilidade em relação às pessoas com deficiências.