
Aquelas pessoas que tiveram contato com os três turistas italianos que estavam em Trinidad e que, nas últimas horas, foram confirmados como os primeiros casos de Covid-19 em Cuba, recebem as ações epidemiológicas correspondentes.
Segundo o dr. Manuel Rivero Abella, diretor provincial de Saúde em Sancti Spíritus, as sete pessoas que se relacionavam diretamente com estrangeiros — incluindo o motorista do carro, o operador turístico e as cinco pessoas do albergue da vila de Trinidad, onde ficavam — permanecem sem sintomas no momento; no entanto, foram transferidos para o Hospital Provincial de Reabilitação Doutor Faustino Pérez, um centro designado na província de Sancti Spiritus, para o isolamento de casos suspeitos.
«Todos foram colocados sob vigilância clínica e epidemiológica para ver se os sintomas aparecem. Caso nos próximos dias apresentarem sintomas clínicos, serão submetidos a um exudato nasofaríngeo e, se confirmado, irão para o Hospital Militar de Villa Clara, conforme planejado no Plano de prevenção e controle do Covid-19», disse Rivero Abella.
Segundo o médico, se os contatos se mantêm sem sintomas clínicos, voltarão para suas casas, onde serão mantidos sob extrema vigilância por epidemiologistas e pela equipe básica da área de saúde.
Dos quatro turistas italianos que chegaram a Cuba em 9 de março e que chegaram a Trinidad no dia seguinte, três foram confirmados com o Covid-19 e até agora, segundo o Ministério da Saúde Pública, não têm perigo para a vida.
Na província, é traçada a estratégia para o tratamento de casos suspeitos, que varia desde a capacitação de consultas especializadas em todas as instituições de saúde até a disponibilidade de 42 leitos para isolamento.
USINA DE CLORO DE VILLA CLARA ESTÁ EM CONDIÇÕES PARA GARANTIR FORNECIMENTO ESTÁVEL DE HIPOCLORITO E LIXÍVIA CONTRA COVID-19
SANTA CLARA.— A nova usina de cloro, pertencente à Empresa Eletroquímica de Sagua la Grande, está em posição de produzir e garantir um suprimento estável de hipoclorito de sódio e lixívia, dois produtos vitais para garantir a higiene das mãos e da superfície, uma medida fundamental para impedir a transmissão do Covid-19 às pessoas.
Isel Pérez López, diretor da indústria que começou a produzir em meados do ano passado após um árduo projeto de reconversão tecnológica, disse ao Granma Internacional que a indústria está atualmente mostrando uma estabilidade produtiva aceitável, que é um elemento de tranquilidade para a população que poderá dispor desse recurso com segurança.
Também destacou que, além da embalagem, outras alternativas também são utilizadas para transportar o produto a granel, a fim de favorecer sua presença em todas as instituições e estabelecimentos, acrescentando que o Ministério do Comércio Interno também terá quantidades suficientes para sua venda à população.
Os especialistas da usina de cloro recomendam, após lavar as mãos com água e sabão, usar hipoclorito de sódio a 0,1% e 0,5% para limpar superfícies, o que garante total desinfecção.
A nova usina, que utiliza tecnologia de ponta, substituindo o processo baseado em mercúrio metálico, por uma muito mais eficiente, baseada em um processo eletrolítico através de membranas de troca iônica, oferece atualmente, além dos produtos acima mencionados, o cloro utilizado na purificação da água, além de soda cáustica e ácido clorídrico, vitais na preparação de produtos de limpeza e outros processos industriais.







