
O Instituto Nacional dos Recursos Hidráulicos (INRH) é uma das entidades mais afetadas pelo bloqueio econômico dos EUA contra Cuba. Também foi gravemente atingido pelo déficit de combustível na Ilha.
Mas nada impediu o progresso em 2019, graças às medidas de economia e ao apoio da indústria nacional, disseram as autoridades do INRH, na terça-feira, 17 de março, durante a reunião anual de análise do trabalho, com a presença do presidente da República, Miguel Díaz- Canel Bermúdez.
No entanto, «estamos muito longe do que queremos alcançar», disse Antonio Rodríguez Rodríguez, presidente dessa entidade, na reunião realizada na capital.
«As insatisfações da população persistem em relação à qualidade das obras, principalmente o acabamento das obras nas estradas, e as interrupções em obras com pouco tempo de exploração», reconheceu.
Para o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz, também é uma questão pendente, eliminar o vazamento de águas poluídas nas ruas. «Esta é uma prioridade para o governo» — esclareceu Marrero — «além de resolver os grandes vazamentos de água».
«Precisamos colocar em prática todas as ferramentas para erradicar os dois males, buscando, acima de tudo, soluções locais», afirmou.
Também pediu «defender o plano da economia; colocar ciência, tecnologia e inovação em tudo o que fazemos; eliminar a mentalidade de exportação e refinar ainda mais o trabalho do organismo».
Para conseguir isso, «devemos continuar aplicando as medidas que oferecem resultados positivos e promover ainda mais o treinamento dos quadros do Instituto».
Considerou-se que uma campanha de comunicação adequada na esfera é essencial. «Que chegue a cada território o que está sendo feito e que haja reciprocidade», enfatizou a vice-primeira-ministra, Inés María Chapman.
As ilegalidades não podem ficar impunes em uma área tão sensível como o serviço de água do país. «Que o Instituto em 2019 impôs apenas 501 multas é insuficiente. A percepção mostra que deve ter havido muito mais», disse.
Sobre esse assunto, o Instituto detectou que «em 124 municípios do país algum produto ou matéria-prima do setor é vendido de forma ilegal. Não toleraremos o desvio de recursos, muitos deles essenciais para garantir o suprimento de água ao povo», acrescentou o presidente do INRH, que garantiu que é urgente tomar medidas extremas para economizar este líquido essencial. «Ainda mais nesta época, quando a Ilha tenta impedir a propagação do novo coronavírus, enquanto passa por uma seca profunda, a mais alta que foi registrada nos últimos quatro anos», disse.
Por esse motivo, o primeiro-ministro observou que «garantir o fornecimento desse recurso natural se tornará cada vez mais complexo».
Encontrar alternativas viáveis que economizem mais água e eletricidade na missão de levar água ao povo é a prioridade. «É assim que vamos fazer Cuba, vamos trabalhar como país», concluiu o chefe do governo.
Participaram do encontro o comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez, vice-primeiro ministro, e Omar Ruiz Martín, membro do secretariado do Comitê Central do Partido.
Da mesma forma, participaram a ministra cubana da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Elba Rosa Pérez, e o vice-ministro das Forças Armadas, general-de-corpo-de-exército, Ramón Espinosa Martín.







