● Eu tenho muitas razões para e orgulhar de ser cubano. E uma delas é a de ter sido contemporâneo de Fidel Castro. Por isso, compreendo a origem de todas as infâmias que se tentaram tecer contra a obra a qual ele consagrou sua vida: a Revolução Cubana.
Em quanto mais intenso for o resplendor que desprendiam as suas ações a favor dos demais, mais profundo é o ódio do inimigo e as tentativas de desprezar as motivações do seu empenho.
No contexto universal destes tempos, onde os preceitos de uma ética humanística milenar pretendem ser substituídos pela utilidade amoral que propiciam a avareza desmedida e a indolência perante o destino incerto com que nos defrontamos como espécie no planeta, o legado de Fidel é imenso.
À sua constante preocupação de que o mundo pudesse ser um melhor lugar para todos, devemos este devir da nação cubana, inspirado em sua fidelidade aos princípios altruístas. Nessa vontade compartilhada de entregar-nos aos demais, cujas raízes crescem do interior daquelas almas onde a ética de ser prevalece acima do egoísmo que prega o preço do ter como modo de vida.
Nomes de grandes líderes, como o do irlandês William Wallace, o hindu Mahatma Ghandi ou o do sul-africano Nelson Mandela, junto ao de Fidel Castro, constituem referências impactantes de infinita lealdade destes para com seus povos. Por alguma causa ninguém lembra o nome dos seus inimigos. É que, tal como afirmou nosso Apóstolo José Martí: «A capacidade para ser herói é medida pelo respeito que se tributa aos que foram».







