
Um novo passo, e não qualquer um, mas sim um passo decisivo para o enfrentamento à pandemia e para o futuro imediato de Cuba, inicia-se hoje.
Com o respaldo de meses de trabalho tenso e ininterrompido, de longas horas de análises, de acumulação de experiências e medidas em constante aperfeiçoamento, deparamo-nos com um conceito que utilizamos muitas vezes ao longo deste tempo, e que agora se materializa para o ótimo e orgânico funcionamento do país: a nova normalidade.
Vários aspectos distinguem a passagem a esta etapa (à qual se incorporam 12 províncias cubanas e o município especial Isla de la Juventud), mas nenhum deles a define melhor do que a adoção de um novo código e estilo de vida. Por outras palavras, trata-se de assumir uma nova cotidianidade, de incorporar nela, não como modos de atuação, mas sim como rotinas imprescindíveis, todas as aprendizagens que nos permitiram chegar até aqui.
Depois daquilo que foi vivido, ninguém deveria ser capaz de subestimar o perigo que representa o vírus. Este povo tem informação suficiente para não permitir comportamentos ingênuos motivados por excessos de confiança.
Quem assistiu aos comparecimentos do presidente e do primeiro-ministro, em que explicavam as novas decisões adotadas, saberá que deixar de lado o autocuidado, a responsabilidade individual e coletiva, ou desmontar as práticas sanitárias que impedem a propagação da epidemia, não foram elementos presentes em suas intervenções.
Devemos ter a convicção absoluta de que é possível, ainda sob as circunstâncias da emergência sanitária gerada em nível global, reativar os serviços, a produção, oxigenar nossa economia, mas sejamos conscientes, também, de que à par de tudo isso, continuamos como Estado e como povo enfrentando a Covid-19.
O presidente Miguel Díaz-Canel definiu isso bem claro: «Para um povo como o nosso, unido solidamente, não há impossíveis. Podemos vencer tudo».







