ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: tirada da Internet.

Era o bairro mais famoso da cidade, tanto que nas capitais europeias do início do século XX, em qualquer café, do tipo que abundam nessas cidades, a pergunta pairava sobre as mesas: «Quando você esteve em Havana não foi a San Isidro?».

Da má fama e lenda de um homem carismático como Alberto Yarini Ponce de León, galante e valentão, além de egocêntrico, o bairro passou por uma onda transformadora tornando-se um mosaico cultural da capital cubana, que neste sábado, 19, brilhou em um verdadeiro banquete de sabores.

Um total de 501 pratos, pelo mesmo número de anos em Havana, foram espalhados pela Rua Paula, em uma homenagem de colorida manifestação culinária, organizada pelo Gabinete do Historiador, com a participação do Conselho de Administração Municipal de Havana Velha, o projeto La Moneda Cubana, a Federação Culinária, o projeto digital Cubapaladar, a Associação de Bartenders e a comunidade do bairro San Isidro.

Claro, o bairro não é mais o mesmo de Yarini, nem o pior de Havana. É uma confluência cultural, por excelência cultural e humanística, como a do sábado, ou a dos 14 consultórios médicos que a delimitam, a da clínica de medicina tradicional, ou as suas três creches e o jardim-da-infância, também para os jardins-de-infância, e suas quatro escolas. San Isidro é de Cuba e não de quem quer seu passado marginal para este bairro.