
Aqui não há espaço para cansaço ou acomodação, temos de continuar trabalhando, e juntos vamos sair de todos os «problemas» que marcam o cenário atual do país, avaliou o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, durante a mais recente videoconferência realizada no Palácio da Revolução com os governadores das 15 províncias e o prefeito do município especial de Isla de la Juventud, para discutir questões transcendentais da nação.
«Vamos continuar lutando, vamos continuar trabalhando, vamos continuar vencendo», afirmou com otimismo na reunião desta quinta-feira, 25 de fevereiro, que foi liderada pelo primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz, e também presidida por José José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e o vice-presidente da República, Salvador Valdés Mesa.
«Superados esses momentos complexos», assegurou, «poderemos consolidar os avanços e seguir promovendo a melhoria de nossa sociedade e de nosso país, com base nos programas estratégicos incluídos nos documentos programáticos aprovados nos congressos do Partido Comunista de Cuba».
Tudo isso – frisou o chefe do Estado – «leva a trabalhar com inteligência, com pensamento, fortalecendo todas as fontes, construindo interconexões entre todos os fatores e os atores que temos em cada área; também encorajando, explicando, argumentando, raciocinando, criticando quando necessário, e promovendo um ambiente de criação e compromisso, nunca de derrota».
Depois de reconhecer um conjunto de deficiências que ainda persistem em alguns setores-chave, Díaz-Canel garantiu que as deficiências que enfrentamos não são apenas causadas pelas insuficiências do país, mas são, fundamentalmente, uma expressão do aperto do bloqueio econômico, as perseguições financeiras e as mais de 200 medidas que o Governo dos Estados Unidos aplicou, nos últimos quatro anos.
Como parte do trabalho do Governo em uma altura como esta – insistiu – «é muito importante estar em contato com a população, para que as decisões possam ser tomadas a tempo, dar explicações, argumentar. Depende também disso que a gestão do governo seja mais eficaz», enfatizou.
CONSTRUÇÃO DE MORADIAS: RECUPERANDO TEMPO PARA AVANÇAR
A útil sessão de trabalho – onde participaram Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, vários vice-primeiros-ministros e titulares de diferentes pastas – teve como primeiro ponto a análise exaustiva do cumprimento do Plano Nacional de Habitação no final do mês de janeiro, período em que se constatou um comportamento desfavorável.
Todos os territórios do país, exceto a província de Sancti Spíritus, mostram um retrocesso nos diferentes aspectos que foram avaliados no âmbito deste importante programa nacional. A afirmação foi feita por Vivian Rodríguez Salazar, diretora geral da Habitação, após a apresentação do relatório de trabalho que serviu de ponto de partida para as intervenções.
No final do primeiro mês do ano, detalhou, foram concluídas 867 moradias, o que representa 2% do plano, que inclui as propriedades que são realizadas no âmbito do plano estatal, a execução de subsídios e obras com esforço próprio.
A este respeito, o primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz, sublinhou a necessidade de recuperar o tempo perdido no primeiro mês do ano que «começámos mal», ainda que se trate de um programa priorizado pelo Governo e com acompanhamento sistemático pela alta liderança do país.
Por sua vez, ao refletir sobre essa questão estratégica, o presidente Díaz-Canel disse que este é o terceiro ano de aplicação da Política Nacional de Habitação e «o Plano deve ser cumprido».
Depois de reconhecer a situação complexa que tem persistido em relação à produção de cimento, bem como a escassez de materiais de construção, especificou que no território nacional existem habitações que, devido à fase em que iniciaram 2021, dispõem de recursos desde o último ano distribuído para avançar ainda mais, e isso não foi alcançado.
«É urgente agora» – ordenou – «determinar em cada local onde estão os recursos disponíveis e o que se está fazendo com eles».
PULSANDO AS PRIORIDADES DO PAÍS
Pouco menos de um mês após a conclusão da viagem que uma equipe de governo – chefiada pelo presidente da República e pelo primeiro-ministro – realizou em todo o território nacional para avaliar e conhecer o comportamento de três temas prioritários para a nação: o confronto com a Covid-19, a implementação da Tarefa Ordenação e a produção de alimentos, o encontro desta quinta-feira, 25, foi também o palco para apresentar uma atualização sobre o comportamento de cada um destes aspectos.
Em particular sobre o comportamento da epidemia, o primeiro vice-ministro Roberto Morales Ojeda disse que nos dias que se passaram após a conclusão da viagem governamental, a tendência de aumento de casos positivos no país continuou.
No entanto, disse, verifica-se que em um conjunto de províncias se avançou no controle da doença, como Matanzas, Villa Clara e Guantánamo (esta última ainda com um cenário complexo), nas quais mostra uma tendência de diminuição a taxa de incidência por 100 mil habitantes nos últimos 15 dias.
O primeiro-ministro referiu que, apesar dos avanços inquestionáveis, várias províncias estão retrocedendo no controle da doença, que tem como causa fundamental o descumprimento dos protocolos estabelecidos.
A ligeira diminuição que começa a ser observada nos casos confirmados, reiterou, não é motivo para confiar, pelo contrário, deve nos levar a avançar, de forma sustentável, na obtenção de indicadores cada vez mais favoráveis.
Resumindo a situação epidemiológica do país nos últimos dias, o ministro da Saúde Pública, José Angel Portal Miranda, referiu que nos últimos 15 dias o número de pessoas confirmadas com a Covid-19 continua elevado.
«Os níveis mais altos de transmissão», disse, «ainda estão presentes em Havana, Santiago de Cuba e Guantánamo, onde se acumulam mais de 73% dos diagnosticados nas últimas duas semanas. Também nestas províncias concentram-se 16 dos 22 eventos de transmissão ativa».
Como elemento significativo, Portal Miranda destacou que, do total de eventos de transmissão abertos atualmente, 14 são notificados em instituições, nos quais acumularam 1.629 casos positivos. Ao contrário de momentos anteriores de confronto com a epidemia, onde ocorreram principalmente eventos comunitários, refletiu, este novo momento é caracterizado pela ocorrência destes eventos nas instituições.
Associado a essa questão em particular, o presidente Díaz-Canel insistiu na prioridade que deve ser trabalhada para evitar esses eventos, já que quando acontecem, geralmente desencadeiam um elevado número de casos. «O isolamento dentro dos locais de trabalho que estão produzindo e dentro das instituições que devem prestar algum tipo de serviço é muito importante para evitar a transmissão», enfatizou.
Outro dos temas estratégicos analisados foi o da Tarefa de Ordenação, no qual Marino Murillo Jorge, membro do Bureau Político e chefe da Comissão Permanente de Implementação e Desenvolvimento, atualizou sobre as principais ações realizadas após a conclusão do percurso.
Conforme detalhado, 32 questões foram modificadas desde então, tanto devido a problemas de design quanto a ineficiências na implementação prática. Especificamente, ele se referiu a alguns deles, como a comercialização de produtos agrícolas, o tratamento de grupos vulneráveis, os salários de certos grupos de escala, preços e a situação do emprego.
A este respeito, o primeiro-ministro destacou que a Tarefa de Ordenação foi um dos temas que mais contribuiu após a conclusão do percurso da equipe do Governo pelo território nacional. «Isso nos deixou experiências e também mostrou deficiências que, aos poucos, foram sendo resolvidas», valorizou.
Em outro momento do debate, foi apresentada ampla informação sobre o Plano Nacional de Soberania Alimentar e a autossuficiência municipal, aspectos sobre os quais o presidente da República considerou que necessitamos de imediato de uma maior resposta produtiva para satisfazer as necessidades, para que os preços caiam, para evitar a inflação, para aumentar a oferta que fazemos ao povo.
Por fim, durante a intensa sessão de trabalho, foi analisado o comportamento do Programa Materno-Infantil do final do dia 23 de fevereiro. Esta é uma questão de grande sensibilidade e humanismo para a nação, na qual, afirmou o responsável pela Saúde Pública, «trabalhamos incansavelmente para obter melhores resultados e resolver as carências que se apresentam em alguns locais».
E assim, promovendo um ambiente de trabalho e de criação, como assinalou o presidente da República ao fazer as conclusões do encontro, o Governo cubano, acompanhado do seu povo, conseguirá também avançar no meio destes novos desafios que caracterizam a atual cenário.







