
«Muitos e diversos foram os desafios e lições aprendidas desde que a Covid-19 estourou no mundo em 2020. Seu enfrentamento não só tem permitido postergar metas e transformar objetivos de vida em todos os setores e nações, mas também implicou na constante redefinição de estratégias e modos de fazer na busca de um melhor controle da doença», assim iniciou sua palestra o ministro da Saúde Pública de Cuba, dr. José Ángel Portal Miranda, no encontro virtual do Foro de São Paulo, realizado na quinta-feira, 25 de março.
No encontro, que teve como objetivo informar sobre a estratégia de Cuba no enfrentamento à pandemia do coronavírus, o titular da Saúde de nosso país destacou que não estamos apenas na presença de um novo agente infeccioso, mas de alterações que vão além do indivíduo e atingem os países. , atingindo o nível da comunidade, com efeitos desastrosos na ordem econômica e social.
Portal Miranda explicou que muitos se perguntam como Cuba, sendo um país pequeno e com recursos tão limitados, conseguiu enfrentar com sucesso este novo desafio da saúde, fato que tem sido possível porque «desde o momento em que começou este vírus, que supunha uma ameaça para a população, começaram a ser adotadas medidas que tinham como fim, em primeiro lugar, salvar vidas, essência que define nossa Revolução há mais de 60 anos.

Acrescentou que a abordagem desta situação epidemiológica teve como premissa três elementos essenciais: a expressa vontade política de que a saúde das pessoas seja uma prioridade; a gestão governamental; bem como prevenção e antecipação de riscos.
Referiu em pormenor as ações desenvolvidas, em vários setores, pela Ilha maior das Antilhas desde o início da pandemia, todas integradas no Plano Nacional de Prevenção e Controle do Novo Coronavírus. «Os esforços desenvolvidos no campo da saúde para a preservação da vida têm exigido ações interdisciplinares, comunitárias e intersetoriais; ao mesmo tempo que têm exigido grande organização e recursos», destacou.
Ressaltou que os resultados alcançados são uma amostra de um Sistema Único de Saúde que se caracteriza por ser gratuito, acessível, regionalizado, integral e sem discriminação. Também destacou o desempenho da ciência que tem sido fundamental nos estudos clínicos e observacionais, bem como na criação de vacinas contra a doença, duas delas em testes clínicos da Fase III.
Destacou como essencial a ajuda prestada por 57 brigadas médicas cubanas, do contingente Henry Reeve, que têm apoiado a luta contra a doença em 40 países.
A respeito do aumento do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, o ministro denunciou que a nação do Norte privou nosso povo de ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção individual, meios de diagnóstico e outros insumos necessários para o controle da epidemia, que se somam a muitas outras restrições. que, durante anos, nos impediram de adquirir equipamentos e insumos para o tratamento de doenças complexas.
Referindo-se ao contexto global, explicou que as respostas à pandemia têm sido muito diferentes, quase sempre condicionadas pela conjuntura política, econômica e social dos países, o que tornou mais visíveis as deficiências que caracterizam alguns sistemas de saúde no mundo.
«Os resultados obtidos pela Saúde Pública cubana neste ano complexo de confronto com a Covid-19 trazem em sua essência o pensamento estratégico do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, e o esforço que a Revolução Cubana fez para desenvolver os setores da saúde, educação e da ciência», acrescentou Portal Miranda.
Confirmou que «o verdadeiro segredo de nossos resultados está na própria essência da Revolução: a unidade de todos os cubanos».

Também participaram do encontro partidos políticos integrantes do Foro de São Paulo, de movimentos solidários, sociais e populares, além da Rede de Intelectuais em Defesa da Humanidade.
Do lado cubano, marcaram presença o presidente da BioCubaFarma, Dr.C. Eduardo Martínez Díaz, que tratou do desenvolvimento biotecnológico e da produção de vacinas em Cuba; o diretor-geral do Instituto Finlay de Vacinas, Dr.C. Vicente Vérez Bencomo, para falar sobre as vacinas Soberana 01 e Soberana 02; e a membro do Bureau Político do Partido e diretora do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, Dra.C. Marta Ayala Ávila, que dedicou o seu discurso às vacinas Mambisa e Abdala.







