ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Ariel Cecilio Lemus

«A luta pelo que é justo nos une», assim expressou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em seu perfil no Twitter, agradecendo a todos os compatriotas e amigos do mundo, que neste fim de semana se somaram contra o bloqueio norte-americano a Cuba.

Foto: Ariel Cecilio Lemus

O Malecón (avenida beira-mar) de Havana foi preenchido neste domingo com bandeiras cubanas. Uma mensagem tricolor ondulava das janelas dos carros, motos, cocotáxis, bicicletas... Cartazes em letras maiúsculas, feitos à mão, gritavam bem alto e claro: «Chega de bloqueio!», «Pontes de amor», «Cuba em prol da vida!».

Assim, em uma caravana contra uma das maiores injustiças de todos os tempos, Havana e mais de cinquenta cidades do mundo acordaram ontem, 28 de março.

Na capital, a delegação, convocada pela União dos Jovens Comunistas (UJC), partiu às dez da manhã do cais flutuante de Havana Velha, próximo à Alameda de Paula, até o Torreón de La Chorrera.

Foto: Ariel Cecilio Lemus
Foto: Ariel Cecilio Lemus

«Sonhar e dar continuidade a um país: os jovens carregam no peito a frase Tu és o presente. E vemos nos fatos que eles não esperam pelo futuro. Eles estão fazendo isso», acrescentou Díaz-Canel no Twitter, junto com outras mensagens que reiteraram a confiança em nossa juventude e a certeza de que «Cuba vai!»

Para agradecer as amostras de apoio recebidas de diferentes latitudes contra a política hostil do Governo norte-americano e para comemorar os aniversários de fundação da UJC e da Organização dos Pioneiros José Martí, que será realizada no dia 4 de abril, a marcha também foi dedicada.

Foto: Ariel Cecilio Lemus
Foto: Ariel Cecilio Lemus

Essas caravanas a favor da pretensão cubana de «acabar com o bloqueio» nasceram, justamente, na cidade norte-americana de Miami, há nove meses, por iniciativa das Pontes de Amor, e desde então, todos os últimos domingos de cada mês, adicionou mais participantes, lá e em todos os continentes.

«Os jovens cubanos terão sempre motivações para lutar, para reivindicar nossos direitos, para continuar o trabalho da Revolução», disse o primeiro secretário do Comitê Nacional da UJC, Diosvany Acosta Abrahante, ao final do dia.

Também o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, membro do Bureau Político, disse que o bloqueio, em meio à pandemia, «impede nossos esforços, atrapalha nossos resultados, tanto na prevenção, no tratamento e na produção de vacinas».

Foto: Ariel Cecilio Lemus
Foto: Ariel Cecilio Lemus

Entre as caravanas, Ana Fidelia Quirót, a autêntica cubana, além de corredora de nível mundial, garantiu que «todos os que se sentem gratos, sejam atletas ou não, devem estar presentes aqui», e uma menina, de mãos dadas com os pais, disse que «o bloqueio é construir muros», quando o mundo pede para construir pontes.

Até quando vai ser mantido o bloqueio econômico do governo dos Estados Unidos contra Cuba?, questionou Babis Vorreas, da Grécia, membro do Comitê Internacional pela Paz, Justiça e Dignidade dos Povos. Enquanto isso, Benito Alvízar Novo, vice-presidente do Lada Clube de Cuba, destacou que «esta política genocida e unilateral dos Estados Unidos pretende nos afogar na fome e nas dificuldades; mas eles não vão conseguir».