
«Estou convencido, por todas as razões que temos, pelas respostas que demos nestes tempos difíceis perante o mundo, que vamos ser apoiados pela maioria do mundo na luta contra o bloqueio», refletiu o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao intercambiar no sábado, 27 de março, com uma representação de diplomatas cubanos em uma reunião de trabalho onde foi examinado o trabalho de nossa política exterior em 2020.
«Estamos num momento vital, em que o principal obstáculo ao desenvolvimento do país continua sendo o brutal bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo Governo dos Estados Unidos», avaliou.
«Somos um país que, antes da pandemia, já começava a sentir os efeitos do ressurgimento do bloqueio e de outras medidas que nos afetaram em muitas áreas», comentou.
«Precisamente dessa resistência» — frisou — «também nasceram em nossa sociedade potencialidades para nos superar. É vital obter experiências do que vivemos nos últimos tempos», refletiu.
«Aqui a questão principal é o bloqueio; sim, existe o bloqueio; e as pessoas não podem ignorar isso, nem esquecer, isso não pode ser esquecido», refletiu o chefe do Estado. «Eles querem esmagar um povo. Por quê? Porque decidimos ser diferentes», comentou.
«Precisamente o combate ao bloqueio constitui a primeira prioridade da política externa cubana», sublinhou o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, ao apresentar as principais linhas de trabalho que caracterizaram a ação diplomática em 2020 e definir as ações que devem dar continuidade à atuação da política externa neste ano.

As questões internas da atuação do ministério durante o período centraram essencialmente o debate gerado posteriormente. Soma-se a isso análises relacionadas à defesa da imagem de Cuba no cenário internacional; a implementação da estratégia econômica e social; o impulso para a ciência e inovação a partir dos conhecimentos mais díspares; o confronto com a subversão inimiga, que tenta nos desacreditar e dividir; e a participação como protagonistas dos jovens em todas as batalhas que Cuba trava, dentro e fora do país.
O trabalho realizado por profissionais de saúde na arena internacional durante estes meses difíceis de combate à pandemia, também foi destacado em várias intervenções. E, em termos de solidariedade, a ajuda oferecida por 57 brigadas médicas cubanas, pertencentes ao Contingente Henry Reeve, que apoiaram o enfrentamento ao novo coronavírus em 40 países, 22 deles na região das Américas, foi transcendental.
Uma solidariedade que nasce das próprias essências da Revolução Cubana e que, segundo o presidente da República, foi promovida por verdadeiros sentimentos de vocação humanística, de um pequeno país que encheu o mundo de médicos diante da Covid-19, e a enfrentou com sucesso.
Em meio ao atual cenário internacional e aos desiguais desafios que tem imposto à diplomacia, o chefe de Estado mandou abordá-los com grande inteligência e firmeza. «Temos inteligência e firmeza no ministério das Relações Exteriores, e eles têm demonstrado isso nos 60 anos de organização, sob a visão que o pensamento paradigmático do Comandante-em-chefe sempre teve na construção da política externa da Revolução», valorizou.
Durante o intercâmbio, que contou também com a participação do primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz, o presidente expôs questões importantes que atualmente definem o desempenho da gestão governamental e em que a diplomacia também nos tem acompanhado desde as mais diversas trincheiras.
«A pandemia provocada pela Covid-19», lembrou, «nos levou a buscar em nós mesmos e em nosso potencial as respostas para enfrentá-la. Isso marcou um aprendizado importante, também um crescimento de nossas capacidades», frisou.
«Somos independentes e soberanos politicamente, como concepção de país», afirmou, «mas temos que ser mais independentes economicamente. «É um grande desafio e podemos fazê-lo», considerou.
Entre as várias questões que caracterizam o cotidiano nacional, o presidente Díaz-Canel destacou a implementação da Tarefa Ordenação; o compromisso da gestão governamental em promover a ciência e a inovação como forma de solucionar nossos problemas; o fortalecimento das relações com a comunidade cubana no exterior; e o confronto permanente às campanhas inimigas e estratégias de subversão que procuram destruir a Revolução.
Desafios complexos também se avolumam neste ano para a diplomacia cubana, cujo compromisso de defender a política externa revolucionária em qualquer canto do planeta foi ratificado durante o diálogo com as lideranças do país.
«Contamos com vocês para que Cuba viva», garantiu o presidente da República no final do encontro.







