ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O país encaminha todos seus esforços para produzir mais alimentos para a população, por diversos meios, e não ficar ocioso diante da atual situação pandêmica e da intensificação do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. Foto: Gladys Leidys Ramos.

«Tudo aquilo que estimular a produção, eliminar obstáculos e beneficiar o produtor, é favorável», considerou o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao dirigir, na terça-feira, 6 de abril, um encontro de trabalho com especialistas e cientistas de diferentes ramos, bem como representantes de várias instituições cubanas, nas quais foi proposto um conjunto de medidas destinadas a impulsionar o setor agrícola

«A decisão que se afastar destes três princípios não faz sentido», afirmou o Chefe de Estado. «O propósito essencial é resolver o problema da produção de alimentos em Cuba» — destacou — «como, e também o que é possível fazer nas atuais circunstâncias, são desafios cuja solução define o sucesso, já que nada do que consideramos pode estar longe da realidade. que o país tem».

Diversas e enriquecedoras análises foram levantadas durante o debate, que durou quase três horas, e no qual se falou abertamente, sobre um assunto que tem sido considerado pelo Governo cubano como segurança nacional, pelo impacto que tem, não só no desenvolvimento econômico da nação, mas também na vida cotidiana de nosso povo.

«Trata-se de uma procura não satisfeita da população e, apesar da amplitude das ações realizadas, ainda não se alcançou o real impacto que se faz necessário», reconheceu o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz durante o encontro, no qual também marcou presença o membro do Bureau Político do Partido e vicepresidente da República, Salvador Valdés Mesa, bem como os primeiros vice-ministros Inés María Chapman Waugh e Jorge Luis Tapia Fonseca.

Como ter um plano concreto que leve a uma transformação profunda no sistema agrícola cubano e, finalmente, leve àquela soberania alimentar que tanto defendemos? Este é um dos principais objetivos dessas novas propostas.

Sete foram os grupos de trabalho criados para responder ao mandato feito à ciência pelo Governo cubano. Conforme detalha Carlos César Torres Páez, diretor do Centro de Estudos em Gestão, Desenvolvimento Local, Turismo e Cooperativismo (Cegesta), vinculado à Universidade de Pinar del Río, levando em conta as avaliações realizadas em cada um deles, foram definidos os elementos mais urgentes, a partir dos quais é possível gerar uma transformação imediata no processo de desenvolvimento e aumento da produção agrícola, principalmente, voltada para a primavera.

«Para uma melhor organização», especificou, «as medidas foram divididas em três blocos, onde se agrupam os principais problemas que temos hoje no curto prazo: eletricidade, combustível e água, gestão de insumos e investimentos e financiamento do setor agrícola».

O que foi analisado na terça-feira, 6 de abril, que tem o produtor como eixo central, inclui uma nova avaliação das tarifas de energia elétrica, combustível e água, e os preços dos insumos fundamentais, com base na revisão das planilhas de custos, margens comerciais, aplicadas pelos comerciantes, e a eliminação de intermediários desnecessários; bem como outros associados a incentivos fiscais adicionais.

Essas propostas não são para dizer verdades absolutas, mas para buscar soluções, concordou-se em destacar durante a troca, matizada pela certeza de que para alcançar verdadeiros resultados produtivos é necessário o trabalho concertado de todos e trabalhar com grande integração.

Sob o preceito de tornar sustentável cada uma das ações posteriormente aprovadas, também foi enfatizada a importância de se conceber, como parte de tudo o que é implementado, o efeito que pode ter sobre os produtores, que, em alguns casos, têm sido limitados na aquisição de insumos ou na venda direta de produtos.

«Não podemos ficar parados na situação atual, temos que produzir alimentos», disse o presidente Díaz-Canel. «E não apenas produzir», refletiu, «mas produzir mais e de outras formas, com outras técnicas e tecnologias que nos permitam resistir e passar por essa etapa. A atitude agora não é sentar para ver o que acontece, é fazer».