ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Importantes projetos, voltados para a busca de soluções para problemas específicos da sociedade, são realizados a partir do sistema de comunicação estratégica. Foto: Susana Antón

Alta é a responsabilidade do Ministério das Comunicações no desafio que o país tem de promover e aproveitar ao máximo o uso da ciência, tecnologia e inovação, em busca do desenvolvimento da nação. O caminho a percorrer, embora requeira o apoio de toda a comunidade científica e tecnológica cubana, tem aí um complemento essencial.

«Se não promovemos a inovação, não desenvolvemos o país, e com base nisso devemos trabalhar», sublinhou o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, numa troca no Palácio da Revolução com dirigentes, especialistas e cientistas intimamente ligados ao setor.

O diálogo, segundo definido pelo chefe do Estado, é consequência do trabalho desenvolvido pelo Governo na implementação gradual de um sistema de gestão baseado na ciência e na inovação. À semelhança desta reunião, outras foram realizadas em momentos anteriores, com representantes de vários ministérios e agências, todos com a participação, ainda, do membro do Bureau Político e primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz, e da primeira vice-ministra, Inés María Chapman Waugh.

No âmbito do trabalho iniciado para estender este sistema de gestão a cada uma das áreas do país, Díaz-Canel reconheceu que o ministério das Comunicações é uma das organizações que mais se aproxima do objetivo que propomos com seu trabalho.

Entre os diferentes processos que é essencial desenvolver, destacou a formação do potencial humano, que inclui doutores e mestres, «roldanas» essenciais na vontade de transmitir ciência e inovação a todos os cenários.

«Que participem e estejam inseridos nos programas setoriais de ciência e inovação, tanto nacionais como territoriais, é um dos grandes desafios para se conseguir a necessária inter-relação com o setor do conhecimento», disse o presidente.

Nesse sentido, insistiu na necessidade de fortalecer, a partir das telecomunicações, as conexões entre o sistema empresarial e o da administração pública, com um acentuado interesse no desenvolvimento territorial; «porque também precisamos nos concentrar na ciência e na inovação no desenvolvimento local e no que estamos promovendo lá».

«Precisamente, com o propósito de fortalecer os diálogos de cientistas e especialistas com o Governo e as instituições da administração pública, acadêmicos e cientistas foram incorporados a todos os programas do país e a todos os grupos de trabalho que estão desenvolvendo políticas públicas», enfatizou o presidente do a República.

Entre os muitos desafios que o setor ainda enfrenta, destacou o melhor aproveitamento das capacidades existentes em relação à pesquisa científica e sua concretização em inovação; a formação e preparação de diretivos com cultura na importância da promoção destas questões; bem como a necessária informatização da sociedade, na qual este ministério tem um papel fundamental.

«Queremos chegar a um momento» — considerou — em que se assume como prática ir à pesquisa científica toda vez que tenhamos um problema para resolvê-lo por meio da inovação».

APROVEITANDO A CIÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO

Desenvolver o conhecimento ao máximo é o desafio, e o ministério das Comunicações tem potencial suficiente para ampliar o ambiente de inovação gerado no setor nos últimos anos.

Isso foi reconhecido durante o intercâmbio pela vice-ministra das Comunicações, Grisel Reyes León, que destacou a necessidade de promover uma cultura de inovação em todas as entidades. «Esse é o objetivo que temos, que essa forma de agir se transforme em cultura, que flua naturalmente».

Soma-se a isso, valoriza, «a urgência de incorporação do setor não estatal, onde há amplas potencialidades a fazer a partir da inovação e do uso da ciência».

Importantes projetos, que têm como fim a busca de soluções para problemas específicos da sociedade, são realizados a partir do sistema estratégico de comunicação, vinculados ao desenvolvimento da rede de televisão digital, à utilização de diversas plataformas e à implantação de novas aplicações de favorecimento aos serviços públicos.

Os temas abordados no encontro foram diversos e úteis, com especial ênfase na importância de incorporar a cultura da inovação na mentalidade dos tomadores de decisão; a criação de unidades de desenvolvimento e inovação em todas as empresas de aplicações e serviços informáticos; o fortalecimento dos conselhos técnicos consultivos; a formação e capacitação do potencial humano; o desenvolvimento de parques científicos e tecnológicos; bem como a utilização de toda a infraestrutura existente.

O vínculo estabelecido entre a Empresa Cubana de Telecomunicações (Etecsa) e a Universidade Tecnológica de Havana José Antonio Echeverría (Cujae) foi considerado muito positivo no intercâmbio, a partir da criação de um Centro de Estudos de Telecomunicações e Informática, que beneficia centenas de estudantes dessa instituição acadêmica, além da contribuição que tem significado a participação dos trabalhadores desta empresa como docentes.

Da mesma forma, foi destacada a existência de dois órgãos registrados como entidades de ciência, tecnologia e inovação: o Centro de Pesquisas Lacetel e o Parque de Ciências Tecnológicas de Havana.

Ciente do quanto ainda falta fazer no setor para aproveitar melhor os benefícios da ciência e ter maior impacto em todos os processos que se avizinham, a ministra Mayra Arevich Marín reconheceu o papel que devem desempenhar na informatização da sociedade.

«Temos que trabalhar muito para continuar aprofundando a relação empresa-universidade, onde existe um importante nicho de desenvolvimento que pode proporcionar muitos pontos fortes», avaliou.

«Às vezes pensamos que já basta fazer tudo e não percebemos que, se formos acompanhados pela Academia, centros de pesquisa e universidades, podemos avançar mais», refletiu.

Por seu turno, o primeiro vice-ministro, Jorge Luis Perdomo Di-Lella, considerou que a verdadeira eficácia da indústria nacional é que conseguimos, com inovação, agregar valor à indústria.

Daí a sua insistência em avaliar os projetos que nos comprometemos a fabricar no país, para definir quais, a partir da inovação, são viáveis ​​e permitem uma verdadeira apropriação tecnológica, com transferência de valor para o que estamos fazendo.