
Poucas horas antes do 60º aniversário do ministério do Interior (Minint), o general-de-exército Raúl Castro Ruz e o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, encabeçaram o ato que comemorou a constituição oficial, em 6 de junho de 1961, daquela instituição que é «baluarte essencial da Revolução Cubana».
Com essas palavras, o general-de-exército o definiu em uma carta que enviou aos combatentes do Minint e que foi divulgada justamente na manhã deste sábado por seu ministro, o general-de-divisão Lázaro Álvarez Casas.

Raúl felicitou os homens e mulheres «que desde as trincheiras mais díspares, sensíveis, arriscadas ou desafiadoras, dentro e fora de Cuba, consagraram suas vidas com a certeza martiana e fidelista de que Pátria é humanidade».
Na carta, Raúl reconheceu as muitas gerações de combatentes e trabalhadores, nascidos de famílias camponesas e operárias, também do Exército Rebelde e da luta clandestina, que têm feito parte da luta constante contra o crime e os inimigos de nossa nação.
Na cerimónia simples, mas muito emocionante — que decorreu na sede do Minint na capital e foi vista por videoconferência por mais de 650 combatentes em todas as províncias e na Ilha da Juventude, devido à epidemia da Covid-19 — discursou o presidente Miguel Díaz-Canel, referindo que a primeira recordação de uma data tão significativa foi para os que caíram no cumprimento do dever.

O presidente ratificou o compromisso eterno de estar sempre à altura daqueles jovens com pouco conhecimento e menos experiência, mas cheios de vontade e patriotismo, que dedicaram a vida ao nascimento desta instituição.
«A Revolução Cubana, suas resistências e triunfos, seus combates e suas vitórias», afirmou, «não existiriam sem o ministério do Interior, que tem sua essência ligada às Forças Armadas Revolucionárias desde suas origens».

O primeiro secretário do Partido referiu-se, também, aos novos e desafiadores combates que as forças do Minint empreendem hoje, face à política hostil do governo dos Estados Unidos, que incentiva a contrarrevolução e seus financiadores — a extrema direita de origem cubana, com sede no sul da Flórida — «que se desesperam implementando plano após plano, cada vez mais subversivos, no absurdo entendimento de que é agora ou nunca contra a soberana Cuba».
«Como tantas vezes ao longo da história revolucionária», afirmou o presidente, «nossos combatentes são alvo de ataques, ridículo, descrédito e manipulações mentirosas. Essas construções, que se ampliam nos vastos cenários da mídia atual, têm o propósito deliberado de romper a unidade sagrada, o vínculo estreito e histórico que une o povo às suas instituições armadas».

«Uma afirmação absurda», sublinhou Díaz-Canel, «porque somos todos iguais: somos o povo. O povo fardado, o pessoal de guarda, o povo arriscando tudo pela causa comum, tanto mais comum quanto mais desafiadores são os tempos».
Como prova desta união indestrutível, o chefe do Estado falou do confronto com a epidemia da Covid-19, uma nova batalha pela vida que combatentes do Minint e trabalhadores civis têm travado como parte do nosso povo.

«Desde que a doença ultrapassou as fronteiras da Ilha», disse, «homens e mulheres do Ministério têm ocupado um lugar em todas as trincheiras: ajudando os vulneráveis de seus bairros, ordenando as enfadonhas filas que a escassez nos trouxe e patrulhando as ruas, zelando pelo cumprimento das medidas sanitárias. Assim, o reconhecimento popular de seu exemplo e prestígio foi ainda mais fortalecido».
Díaz-Canel afirmou que face às atuais circunstâncias e cumprindo rigorosamente os acordos e decisões do 8º Congresso do Partido, «somos chamados a reforçar resolutamente as ações de enfrentamento ao crime em todas suas manifestações. Na luta contra as ilegalidades e a indisciplina social tão desagregadoras», acrescentou, «é fundamental coordenar o trabalho de todas as instituições responsáveis, para que prevaleça a legalidade».

No evento - onde participaram membros do Bureau Político, do Secretariado e do Comitê Central do Partido, dirigentes de organizações políticas e de massas, bem como chefes e oficiais do Minint e das FARs — o general-de-exército entregou ao ministro do Interior a Medalha Comemorativa 60º aniversário do Minint, que se entrega também nestes dias de celebração e homenagem a milhares de combatentes daquela organização em todo o país com 15 ou mais anos de serviço, aos aposentados e trabalhadores civis que temais de 25 anos de entrega à instituição.
Além disso, também foram postos nas mãos do general-de-divisão Alvarez Casas os prêmios concedidos pelas Forças Armadas Revolucionárias, a Central dos Trabalhadores de Cuba, a Federação das Mulheres Cubanas, os Comitês de Defesa da Revolução, a Associação de Combatentes da Revolução Cubana e a União dos Jovens Comunistas.

E o virtuosismo de José María Vitier ao piano fez lembrar, mais uma vez, a música que acompanhou inesquecíveis séries televisivas — En silencio há tenido que ser, La frontera del deber, Julito el pescador — que ainda estão frescas na emocional memória da nação pelo heroísmo, muitas vezes anônimo, de nossos heróis: os de ontem e os de hoje.
Raúl afirmou no final da atividade aquela certeza, a da continuidade das nossas epopeias, quando disse: «Antecipo os parabéns pelo centenário, em que logicamente eu não estarei, mas vocês estarão defendendo a Revolução».








