
Estimado general-de-exército Raúl Castro Ruz
Companheiro Miguel Díaz-Canel Bermúdez, primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República de Cuba.
Companheira Zhang Yiwen, encarregada de negócios da embaixada da República Popular da China.
Outros membros do Bureau Político do Comitê Central do Partido, do Secretariado, dirigentes do Estado e do Governo.
Companheiros e companheiros:
Tenho a honra de dizer algumas palavras por ocasião do centenário da fundação do Partido Comunista da China.
Na história das excelentes relações entre nossos povos, partidos e governos, é emocionante lembrar o dia 2 de setembro de 1960, quando o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, na Praça da Revolução, perante mais de um milhão de cubanos, anunciou o decisão soberana de estabelecer relações diplomáticas com a República Popular da China.
As visitas recíprocas dos principais líderes de ambos os países e a importância de intercâmbios sustentados para benefício mútuo também são motivo de alegria.
As visitas à China do Comandante Ernesto Che Guevara, do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, do general-de-exército Raúl Castro Ruz e a mais recente do companheiro Miguel Díaz-Canel Bermúdez foram históricas.
Como não lembrar o carinhoso gesto de solidariedade para com o povo cubano, nos momentos mais difíceis do «período especial», a visita do secretário-geral do Partido Comunista e presidente da República Popular da China, Jiang Zemin, que foi condecorado com a Ordem José Martí. Tamanha distinção foi conferida também aos secretários-gerais Hu Jintao (Ju Chintao) e Xi Jinping (Xi Chimpin), que nos honraram com suas visitas.
Foi memorável a presença de Xi Jinping (Xi Chimpin), secretário-geral do Partido Comunista e presidente da República Popular da China na Embaixada da República de Cuba para prestar homenagem póstuma e transmitir suas condolências pelo desaparecimento físico do histórico líder da Revolução Cubana, Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, em 29 de novembro de 2016.
Companheiros e companheiros:
Hoje estão em nossa memória, aqueles doze homens, que fundaram o Partido Comunista da China (PCC), entre os quais estava Mao Zedong com apenas 28 anos. Atualmente os comunistas chineses ultrapassam os 95 milhões.

Ao evocar a história não se deve esquecer que, em nome da «civilização occidental», as potências coloniais da época impuseram à China, uma das primeiras civilizações as guerras do ópio e a pilhagem, a ocupação por tropas estrangeiras e a divisão do País. Também a forçaram a assinar tratados desiguais e onerosos.
Somente a vanguarda política chinesa teve a capacidade de liderar um povo e uma nação, cujos direitos lhes foram tirados e negados por milhares de anos. Ela realizou um feito militar sem precedentes como a Longa Marcha e conseguiu a libertação de um imenso país, o mais populoso do planeta.
O papel desempenhado pelo Partido Comunista na construção do socialismo, junto com o trabalho incansável de seu povo, proporcionou à China uma memória histórica preservada, experiências bem sucedidas no processo de construção socialista e uma base econômica sólida; tudo baseado em quatro princípios: o caminho socialista; democracia popular; a liderança do Partido Comunista; o marxismo-leninismo e o pensamento de Mao Zedong, enriquecido por novas teorias e conceitos científicos, incluindo «Socialismo com características chinesas na nova era», apresentado pelo secretário-geral Xi Jinping (Xi Chimpin), que constituem contribuições para o desenvolvimento do Socialismo.
O Partido Comunista não se concentrou apenas no crescimento econômico, mas sempre colocou o povo no centro das suas preocupações e como principal beneficiário do desenvolvimento alcançado, expresso na erradicação da pobreza extrema e, recentemente, no confronto com a Covid-19
Saudamos e apoiamos a Iniciativa da Faixa e da Rota da Seda; na região da América Latina, 19 países já assinaram o Memorando de Entendimento para Cooperação, incluindo Cuba. Mantemos a firme decisão de seguir trabalhando pela inserção efetiva em tão louvável iniciativa.
Devido à sua força e aos importantes sucessos acumulados ao longo deste primeiro século de existência, o Partido Comunista da China conquistou um lugar de destaque na história da humanidade.
Em um contexto internacional cada vez mais complexo, marcado pela política agressiva do governo dos Estados Unidos, que procura preservar a sua hegemonia, reafirmamos o apoio ao princípio de «uma China», e rejeitamos qualquer tentativa de intromissão nos seus assuntos internos.
O ano de 2021 marca a feliz coincidência deste centenário e a celebração do 8º Congresso do Partido Comunista de Cuba, «de Unidade e Continuidade»; em uma época em que nossos históricos e excelentes relacionamentos atingiram a maturidade plena.

Valorizamos muito o gesto de fraternidade e o reconhecimento do papel da geração histórica da Revolução Cubana, expresso na condecoração ao general-de-exército Raúl Castro Ruz, com a Medalha da Amizade, coincidindo com o 70º aniversário da fundação da República Popular da China.
Temos o prazer de manter um diálogo político de alto nível, onde prevalecem a colaboração e a confiança mútua.
Ambas as partes desejam melhorar os mecanismos de coordenação e intercâmbio entre as organizações políticas e de massa, o apoio aos laços econômicos e de cooperação; bem como consultas permanentes sobre questões estratégicas, enfrentando desafios semelhantes e agressões imperialistas permanentes, contribuindo para a salvaguarda da paz e estabilidade internacionais.
Companheiras e companheiros:
Neste centenário, reafirmamos o que foi expresso pelo companheiro Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e passo a citar: «...o Partido Comunista de Cuba sente como próprias as conquistas do Partido Comunista da China». Fim da citação.
Agradecemos o apoio invariável na luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto e intensificado pelos sucessivos governos dos Estados Unidos, que constitui a mais maciça e flagrante violação dos direitos humanos de todo um povo e o principal obstáculo ao desenvolvimento de nosso país.
Essa política injusta e ilegal foi rejeitada pela 29ª vez pela esmagadora maioria da comunidade internacional, no dia 23 de junho, na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em 2008, em uma de suas reflexões, o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, expressou, e passo a citar: «Tenho muitos motivos para acreditar na vitória chinesa». Fim da citação.
Este pensamento do companheiro Fidel sintetiza nossa plena convicção de que a República Popular da China, sob a orientação precisa do Partido Comunista, a liderança e sabedoria de seu secretário-geral, querido camarada Xi Jinping (Xi Chimpin), continuará obtendo novos sucessos.
Companheiras e companheiros:
Estamos honrados em contar com a estreita amizade do Partido Comunista da China. Desejamos transmitir a todos os comunistas chineses e ao seu heróico povo nossas mais calorosas e fraternas felicitações em nome do povo e do Partido Comunista de Cuba por ocasião do seu centenário.
Viva a amizade entre nossos partidos comunistas e nações!







