ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Díaz-Canel indicou aumentar a velocidade da vacinação a partir de um maior esforço na produção de vacinas, embora Cuba continue sendo o primeiro país do mundo em ritmo diário de imunização. Foto: Reynaldo López Phot

«Não podemos ficar satisfeitos, nem podemos aceitar o número de casos e mortes diárias que estamos tendo no país; temos que estar insatisfeitos com o que está acontecendo», declarou o primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao liderar a reunião do Grupo de Trabalho Temporário para enfrentar a Covid-19.

«É verdade, reconheceu, que se não tivéssemos feito tudo o que fizemos, a situação seria muito mais grave. As pessoas estão fazendo um esforço tremendo em todos os lugares. Aqui há pessoal médico que trabalha 24 horas por dia durante dias, quase sem interrupção, e estruturas governamentais que trabalham em tempo integral».

O presidente alertou que «se não conseguirmos mais eficácia nesse trabalho de confronto e que, por outro lado, sejam cumpridas as medidas de isolamento e distanciamento físico, não controlaremos a doença».

No encontro, sediado no Palácio da Revolução e ligado por videoconferência com todas as províncias e com o município especial de Isla de la Juventud, Díaz-Canel advertiu que «estamos no limite das capacidades que temos de infraestrutura, de recursos, remédios e oxigênio. Estamos no limite do que hoje é possível nas condições que o país tem», reiterou.

«Ou entendemos essa gravidade e economizamos; somos mais eficientes; mais efetivos; nos debruçamos totalmente para cortar o contágio, ou não teremos soluções, simplesmente porque a velocidade de transmissão é maior do que podemos ter em recursos e infraestrutura», esclareceu.

«Todos temos que terminar de entender essa situação», insistiu, porque as pessoas ainda estão nas ruas como se nada estivesse acontecendo. É importante discutir, exigir, controlar e também criticar», disse.

«Reconhecemos de forma autocrítica», disse o chefe de Estado, «os problemas de organização que ainda existem, mas também devemos continuar falando com nosso povo porque uma parte importante da responsabilidade está no comportamento do povo».

Díaz-Canel voltou a insistir no «combate à venda ilegal de medicamentos, na luta contra a negligência e as coisas mal feitas».

Em seu diálogo com as autoridades dos territórios e na companhia do vice-presidente da República, Salvador Valdés Mesa, o presidente indicou continuar vacinando o máximo possível e tentar aumentar a velocidade de vacinação a partir de um maior esforço na produção de vacinas, embora Cuba continue sendo o primeiro país do mundo no índice diário de vacinação nos últimos dias, segundo o presidente da BioCubaFarma, Eduardo Martínez Díaz.

O primeiro secretário do Partido referiu-se às falsas estatísticas que se apresentam sobre Cuba, no âmbito da campanha midiática contra o país neste complexo momento de pandemia. Particularmente nas manchetes que colocam Cuba entre as nações com mais mortes por milhão de habitantes, ele esclareceu que nosso país tem atualmente 314 mortes por milhão de habitantes; o mundo coloca esse mesmo número em 549 e na área das Américas em 1.998.

«Há países», disse, «que ultrapassam 2.700 mortes por milhão de habitantes. Cada morte em Cuba nos machuca, mas nos dias de hoje em que a letalidade aumentou, continua sendo de 0,75; contra 2,58 nas Américas e 2,12 no mundo». Díaz-Canel insistiu na necessidade de trabalhar com todas essas estatísticas e torná-las conhecidas.