
«Aplaudo a Reunião Plenária que acaba de ser encerrada», disse o general-de-exército Raúl Castro Ruz na tarde de domingo, 24 de outubro, aos que participaram desde sábado, 23, no Palácio das Convenções da capital, da 2ª Reunião Plenária do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.
Para os presentes na reunião — encabeçada pelo primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez — a presença na solenidade de encerramento do companheiro Raúl, recebido com aplausos de pé, foi a máxima surpresa gratificante. «Discursos muito bons», valorizou o excepcional lutador diante daqueles que, em dois dias de trabalho, analisaram questões centrais para a vida do país.
Como toque final, o presidente Díaz-Canel agradeceu que o general-de-exército acompanhasse o encerramento da 2ª Reunião Plenária. E então deu início às considerações finais, mas não sem antes compartilhar a certeza de que Raúl está cumprindo seu propósito — expresso há seis meses no 8º Congresso do Partido — de continuar, até o fim da batalha «com o pé no estribo».

O chefe do Estado aludiu à complexidade do momento atual que atravessa a Ilha, a um mundo também imerso nos desafios da Covid-19, cenário em que, disse, o povo cubano, «sem dúvida não somos os mais afetados, mas sim os mais castigados».
O presidente refletiu sobre a singularidade da Ilha maior das Antilhas, não só pelas características intrínsecas do país, mas também porque os castigos impostos a nosso povo pela administração dos Estados Unidos através do cerco econômico, financeiro e internacional não são comparáveis no planeta.
Díaz-Canel Bermúdez abordou diversos temas urgentes: denunciou a esperança do inimigo, que sonha em fraturar nossa unidade e resistência; fez referência às ferramentas estratégicas, desenhadas nos últimos tempos pela Ilha para sair em frente; e aos aprendizados nascidos em meio à pandemia da Covid-19.
O presidente compartilhou mais de um conceito sobre a luta necessária: «a guarda revolucionária — enfatizou — «a vigilância revolucionária, nunca pode ser abandonada; somos distinguidos pela unidade, pela capacidade de resistência e dignidade; temos a obrigação de progredir; vamos sair vitoriosos nesta batalha; temos luzes na estrada, existem soluções para cada um dos problemas que enfrentamos».
Da mesma forma, o primeiro secretário do Comitê Central expressou que a maior virtude é ser útil e fazer pelos outros; que não podemos dar um passo atrás das conquistas da Revolução; que a decisão é de luta e vitória; e que todo problema é uma oportunidade de vencer.

A do presidente foi uma alocução marcada pelo otimismo, pela exortação à análise crítica da realidade e pelo apelo a não desistir na defesa da Revolução. «Temos que inspirar-nos no povo», frisou, «é uma oportunidade para nos conscientizarmos, superar as dificuldades, lutar e lutar pela vitória sem desânimo».
Díaz-Canel fez uma exortação essencial: «cerrar fileiras, lutar pelos nossos problemas, lutar criativamente, faz parte da luta».
A respeito do último dia 11 de julho e das lições que emergem desse dia, o chefe de Estado definiu que essas horas não constituem um marco de ruptura: em todo o caso, disse, são um marco de unidade, uma vitória da Revolução cubana.
«Há revolucionários suficientes aqui», declarou o primeiro secretário do Comitê Central, para enfrentar qualquer tipo de manifestação que busque destruir a Revolução. «Nossa luta» — refletiu — «é com inteligência, com respeito e em defesa de nossa Constituição, também com energia e coragem».
Aos imperialistas, Díaz-Canel Bermúdez deixou uma mensagem clara: «que saibam que vão ter que lutar contra um povo que não se engana, um povo suficientemente grande, valente e heroico para lutar, que não tem medo de ameaças».
A esse imperialismo — lembrou o presidente e muitos devem ter lembrado Che Guevara — «nem um pouco assim». Nesta a Reunião Plenária, tal como em outros momentos da Pátria, a ordem de combate foi explícita: «preparados e dispostos a tudo para defender o que é mais sagrado, o que nos une, para ser coerentes com a decisão invariável de Pátria ou Morte, Socialismo ou a Morte, e a mais profunda convicção de que vamos vencer!».







