
O professor em Cuba como cidadão de uma sociedade socialista, como cidadão revolucionário, como protagonista essencial nos processos formativos de seus alunos, um professor que adquire suas ferramentas em uma escola de pedagogia — com uma longa tradição emancipatória — e que treina gerações é onde está o futuro do país. Esta questão estratégica para a Revolução foi discutida entre a liderança do país e os membros do corpo docente da Universidade das Ciências Pedagógicas Enrique José Varona.
Neste intercâmbio, o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, falou da importância de preparar «os professores como cidadãos, com este conceito de cidadania em nossas condições», para que a transmissão do conhecimento em busca de uma educação humanista seja bem sucedida.
Segundo o site presidencial, o chefe de Estado disse que a vida nos diz que nestes tempos de ações transformadoras nos bairros, de fortalecimento de conceitos como poder popular, democracia e participação, «temos que ensinar os estudantes a serem cidadãos em uma sociedade como a nossa, para que possam exercer a democracia e a participação; e para isso devemos ter professores bem preparados, para que também possam preparar os estudantes».

Na reunião, da qual participou o primeiro vice-ministro Jorge Luis Perdomo Di-Lella, a professora Isel Parra Vigo, do Centro de Estudos Educacionais da Universidade das Ciências Pedagógicas, disse: «A única maneira de conseguir o desenvolvimento do intelectual, do afetivo e do executivo em estreita interrelação», argumentou, «é assegurando que aqueles que são treinados como professores estejam em estreito contato com a cultura, com os desejos e contradições de seu país, e esta premissa deve ser cultivada nos processos de treinamento».
A ministra da Educação, Ena Elsa Velázquez Cobiella, disse que Varona é a universidade líder em carreiras pedagógicas, com uma longa tradição na formação de professores, o que implica em desafios como a formação dos profissionais que a capital necessita.
Díaz-Canel enfatizou a necessidade de reforçar o método científico em todo o trabalho pedagógico. E lembrou ferramentas úteis como as categorias do pensamento marxista, «o método científico que Karl Marx utilizou, que é fazer abstrações, extrair os elementos fundamentais, encontrar o que é coincidente, depois integrar, trabalhar as causas (...), temos que incorporar tudo isso».
A importância do estudo da economia política para compreender os processos que ocorrem na sociedade e tomar as decisões mais úteis; aproveitar os cenários proporcionados pelo ensino para transmitir conhecimentos em processos que unificam as possibilidades dos alunos; treinar nossos professores em abordagens como pedagogia social, educação popular e trabalho comunitário, para que a escola seja o verdadeiro vórtice da comunidade, foram tópicos abordados pelo presidente, bem como o uso de novas tecnologias de informação e comunicação.
E evocou Enrique José Varona: «É necessário que (aqueles que educam) estejam em comunhão com o espírito da sociedade, que é basicamente e acima de tudo aquela que educa».









