ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudio Revolución

«Por sua transversalidade em todas as áreas da economia e da sociedade, a geração de ciência e inovação nos setores de Finanças e Preços é vital e urgente», disse o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em reunião com diretores daquele Ministério e membros de instituições científicas e universidades.

Meisi Bolaños Weiss, ministra do Ministério de Finanças e Preços (MFP), apresentou um resumo das prioridades do organismo em Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) e a estrutura que foi estabelecida para seu desenvolvimento, entre outros aspectos.

Definiu os pontos fortes que têm para impulsionar a atividade, que inclui o desenvolvimento do seu próprio potencial científico, mas também a colaboração de especialistas de diferentes áreas.

Destacou as contribuições em ciência e inovação que podem fazer —e fazem—as consultorias econômicas e financeiras, o sistema empresarial, as formas não estatais de gestão como as dedicadas à contabilidade, e especialmente a Associação Nacional de Economistas e Contadores de Cuba (ANEC).

Realizada na quarta-feira, 19 de janeiro, no Palácio da Revolução, a reunião de avaliação da implementação do Sistema de Gestão Governamental com Base na Ciência e na Inovação (SGGCI) no MFP contou com a presença do membro do Secretariado do Comité Central do Partido e chefe do Departamento Econômico, Joel Queipo Ruiz, e os primeiros vice-ministros Inés María Chapman Waugh e Alejandro Gil Fernández.

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O presidente da República, Miguel Díaz-Canel, prestou atenção ao funcionamento e composição dos conselhos técnicos consultivos. Insistiu que deveriam ser integrados, além de especialistas na área de Finanças e Preços, por juristas e cientistas do Marxismo e da Economia Política, para dar mais robustez a tudo o que é feito.

«Precisamos de advogados para que o decidido tenha fundamento sólido e expressão de acordo com as leis e a nova Constituição da República, e os especialistas do Marxismo e da Economia Política nos fornecem uma fundamentação adequada dessas ciências e em defesa do socialismo, porque já permitimos que nos imponham muitos termos liberais», salientou o primeiro-secretário.

Ao destacar as potencialidades da aplicação do SGGCI nas estruturas do MFP, Díaz-Canel enfatizou a urgência de desenvolvê-lo em nível local. Referiu-se ainda ao imperativo de fazer ciência e inovação no âmbito dos preços, uma área que ficou para trás e onde continuam a ser aplicados critérios de décadas atrás.

Sobre a gestão dos orçamentos locais, apostou por processos inovadores onde o dinheiro dos municípios esteja sujeito a processos mais participativos e democráticos.

Os orçamentos municipais, exemplificou, não estão em função de resolver os principais problemas das localidades, e isso deve ser mudado, mas pode ser alcançado se colocarmos ciência nisso.

Díaz-Canel defendeu um maior impulso à informatização e à comunicação social na gestão das entidades de Finanças e Preços.

Afirmou que «temos que aproveitar as lições que o confronto com a pandemia da COVID-19 nos ensinou, como o teletrabalho, o trabalho remoto e os procedimentos digitais, que apesar dos seus benefícios, estão diminuindo.

«Não mudamos a nossa mentalidade», insistiu o primeiro-secretário, que também criticou o pouco uso dado aos portais e sites das instituições públicas, que são «onde devem estar primeiro as informações dos organismos à população».