
«Para nós é muito importante a sua visita, em um momento tão difícil como o que nosso país está passando e, além disso, reconhecendo que é um ato de coragem visitar Cuba», quando tantas campanhas hostis são tecidas em torno da Revolução», disse o primeiro-secretário do Comitê Central do PCC e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao receber na terça-feira, 15 de fevereiro, uma delegação do Partido da Esquerda Europeia (PIE), chefiada por seu presidente, o alemão Heinz Bierbaum.
«É um prazer recebê-los e compartilhar com vocês as experiências que tiveram durante esses dias», disse o chefe de Estado, que esteve acompanhado dos membros do Bureau Político, Roberto Morales Ojeda, secretário de Organização do Comitê Central, e do ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez Parrilla, bem como Ángel Arzuaga Reyes, vice-chefe e coordenador do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central.
Em suas palavras, o líder cubano agradeceu, em nome de nosso Partido e Governo, o apoio permanente «que tivemos do Partido da Esquerda Europeia em nossa luta contra o bloqueio, todo o apoio que vocês deram às missões médicas cubanas que estiveram na Europa, todas as campanhas que vocês realizaram em favor de Cuba, e como vocês também nos apoiaram na campanha de vacinação, com doações».
Durante o diálogo franco e descontraído, Heinz Bierbaum garantiu ao presidente Díaz-Canel o grande prazer de estar aqui e de ratificar a solidariedade com Cuba e seu povo. «Sabemos muito bem que estes são tempos muito difíceis», disse, «e acredito que a situação mundial é caracterizada por tensões muito altas, com conflitos internacionais complexos. Também reiterou sua condenação do bloqueio imposto pelo governo norte-americano à Ilha, o qual considerou «o maior obstáculo ao desenvolvimento econômico e social de Cuba».
«Estamos aqui para aprender mais e melhor sobre a situação em Cuba», disse, «porque há muitas informações falsas, e é muito importante que haja informações autênticas. Muito obrigado ao Partido Comunista de Cuba por organizar esta visita do Partido da Esquerda Europeia», enfatizou. «A visita é uma expressão de nossa solidariedade, mas também uma oportunidade, uma ocasião para discutir a situação que estamos enfrentando. Temos desafios muito grandes e somos todos afetados pela pandemia», comentou o presidente do PEI.
Compartilhou suas impressões sobre a visita de segunda-feira, 14, ao Instituto Finlay de Vacinas. «Estas são excelentes conquistas de Cuba neste campo» — enfatizou — «que não são conhecidas nos países europeus».
A delegação do Partido da Esquerda Europeia, que também incluiu sua primeira vice-presidenta, a política espanhola Maite Mola, vice-presidentes e outros líderes da organização, chegou a Cuba em 12 de fevereiro e permanecerá até 19 de fevereiro. O PIE é uma organização política em nível europeu, constituída em 2004 e composta por mais de 30 partidos políticos deste continente, que defendem a paz, a defesa dos direitos humanos e a solidariedade.
Os membros da delegação visitaram diferentes áreas de interesse econômico, social e histórico nas províncias de Havana e Pinar del Río. Também realizaram intercâmbios com funcionários do Comitê Central do Partido Comunista e da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), bem como com parlamentares cubanos e diretivos do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap).










