
O Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, falando na quarta-feira no contexto do Conselho de Ministros, ratificou as posições e princípios de Cuba em relação à IX Cúpula das Américas, que acontecerá entre 6 e 10 de junho, na cidade norte-americana de Los Angeles.
Todos nós sabemos", enfatizou, "que o governo dos Estados Unidos concebeu esta Cúpula das Américas desde o início de forma não inclusiva". "A partir do projeto original do governo dos Estados Unidos, a partir de sua intenção inicial, foi planejado que a Cúpula não seria inclusiva. E era sua intenção excluir vários países, incluindo Cuba, apesar da forte demanda regional para pôr fim às exclusões neste tipo de evento", explicou ele.
A este respeito, ele enfatizou que "os Estados Unidos têm feito esforços intensos e exercido pressão brutal para desmobilizar as justas e fortes demandas da maioria dos países da região de que a Cúpula deveria ser inclusiva".
"Esta é a situação em que toda esta convocação para a Cúpula vem ocorrendo, todas as exigências dos países da região, e a forma como os Estados Unidos vêm agindo", enfatizou ele.
No contexto da reunião do mais alto órgão de governo de Cuba, o Presidente da República agradeceu "a posição corajosa e digna dos países que levantaram suas vozes contra as exclusões na Cúpula das Américas".
Queremos enfatizar", disse ele, "que compartilhamos a posição dos líderes da região que exigiram firmemente que todos fossem convidados em pé de igualdade".
"Nas condições em que todos esses processos relacionados à Cúpula aconteceram e por causa da atitude mantida pelo Governo dos Estados Unidos, posso assegurar-lhes que não participarei da Cúpula das Américas em nenhuma circunstância", disse o Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista.
Como sempre, e como tem acontecido no passado", concluiu, "estamos conscientes, estamos convencidos de que a voz de Cuba será ouvida na IX Cúpula das Américas".







