
O primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, denunciou no Twitter a perseguição contra os porto-riquenhos em solidariedade com a Ilha.
«Denunciamos o assédio contra nossos irmãos de Porto Rico, membros da Brigada de Solidariedade com Cuba, Juan Rius Rivera, que acaba de nos visitar. A história nos uniu há mais de 150 anos. Não há força capaz de nos separar», escreveu o chefe de Estado cubano em sua conta na rede social.
A declaração se refere à intimidação do Federal Bureau of Investigation (FBI) sofrida por vários participantes da 31ª edição da brigada de solidariedade, que em julho compartilhou com o povo cubano em várias províncias e participou das atividades em Cienfuegos para a comemoração do Dia da Rebelião Nacional.
A coordenadora da Brigada, Milagros Rivera, disse ao Granma Internacional que, na manhã de 23 de agosto, ela recebeu a primeira chamada de Darío Ortiz, membro do Comitê (de Solidariedade com Cuba) e da Brigada, informando-a que dois agentes do FBI tinham vindo até sua casa para perguntar-lhe sobre a Brigada.
Como parte do aconselhamento jurídico, eles foram aconselhados a não receber ligações de estranhos, a não falar com os agentes do FBI e, se estivessem sendo acusados de alguma coisa, a falar com seus advogados.
«Este tipo de operação para criminalizar o trabalho solidário e as viagens a Cubanunca nos aconteceu antes. Em várias ocasiões, fomos detidos quando chegamos a San Juan, mas nunca houve uma operação do FBI contra a Brigada e o Comitê de Solidariedade de Cuba», acrescentou.

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) emitiu uma declaração na qual também condena estas campanhas de perseguição e assédio, enquanto explica que a ação de solidariedade se baseia apenas em desafiar o criminoso bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba por mais de seis décadas e em enfrentar o ultraje sofrido pelos porto-riquenhos como uma colônia norte-americana.







