
«Com o Partido no centro dos problemas, resistimos a todos os golpes da natureza e a nossos próprios erros, sem dobrar os joelhos e sem abrir mão do sonho de uma prosperidade possível».
Assim afirmou o primeiro-secretário do Comité Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao encerrar, no sábado, 10 de dezembro, a 5ª Reunião Plenária do Comité Central, na presença do general-de-exército Raúl Castro Ruz, líder histórico da Revolução Cubana.
O chefe de Estado destacou que a força do povo deste arquipélago supera qualquer comparação possível: «Cuba já é uma unidade de medida. Uma Cuba equivale à máxima resistência com o máximo de criatividade», afirmou.
Com uma abordagem crítica sobre os problemas atuais, o presidente sublinhou que a resistência do povo não pode coexistir com «a burocracia, a preguiça, a corrupção de certas camadas intermédias que pescam no rio conturbado das dificuldades, pondo obstáculos por onde vão as soluções».
Quanto ao papel do Partido, explicou que «ser a força dirigente do sistema político implica uma enorme e insubstituível autorresponsabilidade para tornar o trabalho mais eficaz na medida em que favorece o empoderamento popular através de vários canais, o que não diminui seu papel de vanguarda. Pelo contrário, reforça-o».
Por isso, convidou a rever o que se faz em cada ambiente partidário para garantir um envolvimento popular ou sindical que garanta a participação real das massas nas tomadas de decisão. «A análise não pode ser complacente, mas muito crítica das exigências do momento atual».
Então falou de uma ação revolucionária que mude tudo o que não funciona na sociedade e deva ser mudado; que os militantes ajam e se sintam como uma grande família de revolucionários que lideram por seu exemplo; do protagonismo das células de base e seu potencial para promover a participação e controle nos comitês de base da União dos Jovens Comunistas (UJC), nas seções sindicais e nos órgãos do Poder Popular; bem como aperfeiçoar métodos e estilos de gestão que não podem ser reduzidos a apelos e exortações.
Também mencionou vários setores que demandam uma atenção partidária transformadora, como o trabalho com os jovens; o vínculo com representantes da sociedade civil e o combate à colonização cultural e o fortalecimento das instituições.
Sabendo que «nunca nada foi fácil para a Revolução», o primeiro-secretário assegurou que «o mais belo do trabalho humano está em desafiar e superar as dificuldades. Nessa certeza se fortalece a virtude dos homens e a felicidade dos revolucionários».







