ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

«O que começamos a encontrar e construir no ano passado, a partir da esquerda, com um número menor de comunicadores, de comunicadores progressistas, com uma enorme vocação para encontrar soluções para os problemas do mundo, foi consolidado nesta reunião que teve um nível de debate muito alto».

Esta foi a avaliação do primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, durante uma reunião com os participantes da segunda edição do Colóquio Pátria, que aconteceu nos salões do Palácio da Revolução, na noite de terça-feira, 14 de março.

«Obrigado por sua presença em Cuba», disse o presidente. E considerou como «uma vitória o que foi alcançado com esta nova edição do Colóquio, onde foram discutidas ideias muito interessantes».

«As causas que levam a mídia no poder do império a promover campanhas de ódio, mentiras e calúnias contra os processos revolucionários foram debatidas em grande profundidade», refletiu.

É precisamente disto que Cuba tem muita experiência, pois é constantemente sitiada e tentam preencher com falsidades por parte da mídia reacionária.

A este respeito, o chefe de Estado compartilhou com os presentes vários exemplos de incidentes que foram manipulados e, como resultado, trouxeram sérios problemas para nosso país. «É o casodo famoso pretexto dos supostos incidentes sônicos em Havana, pelos quais o presidente Donald Trump aplicou 243 medidas para apertar o bloqueio a Cuba», explicou.

«Apesar do fato de termos negado esta falácia, a história continuou se movendo como uma bola de neve rolando por uma montanha abaixo e ficando cada vez maior. Hoje a mentira está desfeita, mas as 243 medidas que apertavam o bloqueio ainda estão no lugar».

«A luta contra as mentiras tem um preço, e todos nós estamos pagando esse preço defendendo a verdade; mas é a coisa mais digna que podemos fazer se queremos um mundo melhor; é a coisa mais revolucionária que podemos fazer para quebrar o hegemonismo que eles querem nos impor, e o colonialismo com o qual eles querem nos conquistar hoje na mídia», enfatizou o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

«É por isso, em nossa modesta opinião, que esta segunda edição do Colóquio tem um valor tremendo, e todas as ideias que compartilhamos juntos têm um valor tremendo», disse o líder cubano.

«O problema agora é como implementar e acompanhar o que tem sido discutido», disse.

«Nósvamos fazer todo o possível, a partir de nossas estruturas partidárias e de nossas estruturas governamentais, para colocar em prática as propostas, juntamente com outros governos amigos, para que no próximo ano, quando realizarmos o terceiro Colóquio, porque haverá um Colóquio para toda a vida, não apenas discutiremos o diagnóstico, mas analisaremos o que contribuímos e quais resultados foram obtidos a partir das propostas, e como elas foram implementadas», disse.

«É uma tarefa difícil, mas vamos realizá-la», afirmou.

Referindo-se aos conceitos de articulação e descentralização, que foram amplamente examinados durante os debates, o presidente Díaz-Canel considerou que são «dois conceitos que se unem e não devem necessariamente ser separados como opostos».

Em uma noite de compromissos e mais diálogo, o líder cubano falou aos presentes sobre a necessidade de construir uma cultura e uma educação que prepare o povo para assumir esta importante batalha; para projetar plataformas de preparação política em comunicação e o apoio que o Instituto Internacional de Jornalismo José Martí e as universidades cubanas podem oferecer nesta área; para preparar aqueles que irão treinar os futuros profissionais; para reavaliar, requalificar e defender sempre os princípios da esquerda.

E neste propósito, enfatizou, «vamos lutar unidos, e vamos lutar como Che Guevara nos ensinou, com a convicção de que lutaremos sempre até a vitória».