
O ministério da Saúde Pública (Minsap) mantém o propósito de melhorar o estado de saúde da população, aumentar a qualidade dos serviços prestados, bem como alcançar maior eficiência do Sistema Nacional de Saúde na busca constante de sustentabilidade e desenvolvimento, em meio a uma situação complexa e desafiadora que o país enfrenta.
Ao apresentar o relatório anual de balanço de trabalho desse órgão, seu titular, o dr. José Angel Portal Miranda, destacou que a intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos ao nosso país impediu a aquisição de medicamentos essenciais, equipamentos e suprimentos, e teve um impacto negativo no desenvolvimento do setor.
Presidida por Manuel Marrero Cruz, membro do Bureau Político e primeiro-ministro, e Jorge Luis Perdomo Di-Lella, vice-primeiro-ministro, a reunião revelou que, ao final dessa etapa, várias doenças, transmissíveis ou não, continuam afetando nosso povo, e os efeitos da pandemia causada pela Covid-19 ainda são evidentes na morbidade e mortalidade da população cubana.
No entanto, foram mantidos o desenvolvimento do capital humano, a incorporação de novas tecnologias, o avanço da ciência aplicada aos principais problemas de saúde e a ação intersetorial.
Foi destacado que 2022 mostrou que em muitos lugares existem reservas organizacionais e de gestão, disponibilidade de recursos, incluindo recursos humanos, que não são suficientemente explorados para um melhor desempenho do setor.
«O contexto atual do país, marcado pelo rápido envelhecimento da população, pelas baixas taxas de natalidade e fertilidade, pelo aumento das doenças não transmissíveis, pela incidência da Covid-19 e pela ocorrência de surtos de dengue em vários locais, exigiu nos serviços de saúde a aplicação de novos procedimentos, tanto técnicos quanto organizacionais, bem como o desenvolvimento de ações específicas para enfrentar esses desafios», disse o dr. Portal Miranda.
MELHORIA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE
Manuel Marrero Cruz afirmou que esse setor - uma das grandes conquistas da Revolução - foi o que mais sofreu com a intensificação do bloqueio e a crise econômica, razão pela qual é preciso trabalhar para encontrar soluções para continuar seu desenvolvimento.
«É justoreconhecer, em nome do governo e do povo, os profissionais e trabalhadores da saúde por sua total dedicação em salvar vidas durante a pandemia de Covid-19», disse.
Pediu o fortalecimento das atividades de saúde em todos os níveis de atendimento médico, aproximando os serviços da população e dando ao consultório do médico de família o papel de liderança que deve desempenhar, ainda mais nestes tempos complexos.
«A situação demográficaimpõe desafios que também cabem ao Minsap», referindo-se tanto à taxa de natalidade quanto aos idosos e à assistência que deve ser prestada a esses segmentos da população.
O chefe do Governo indicou que os serviços de saúde devem ser adaptados às condições atuais a fim de manter a satisfação da população; continuar as ações de vigilância e prevenção de doenças transmissíveis; fortalecer as atividades de higiene e epidemiologia derivadas das experiências nacionais e reforçar a preparação do setor para emergências e desastres.
Comentou que deve ser mantida uma atenção diferenciada para o Programa de Atenção Materno-Infantil (Pami), que mantém os números de mortalidade muito abaixo da média de alguns anos atrás, «portanto, devemos identificar o que mais podemos fazer a partir do atendimento primário».
Marrero Cruz disse que a taxa de mortalidade materna deve ser reduzida de forma significativa, e que melhores indicadores foram alcançados; os níveis de protocolos de higiene e conforto nas instituições de saúde devem ser aumentados, e os atos criminosos e corruptos devem ser combatidos.
O QUE AFETOU O CUMPRIMENTO DOS PRINCIPAIS INDICADORES DE SAÚDE?
De acordo com o titular do Minsap, os principais problemas incluem o longo tempo de espera para emergências de saúde, que foi causado, entre outros fatores, por elementos organizacionais e uma baixa taxa de disponibilidade técnica de ambulâncias.
Acrescentou que não foi possível atingir a meta da taxa de mortalidade de menores de um ano; persistem deficiências no controle do risco reprodutivo pré-concepcional e da gravidez na adolescência.
Comentou que a qualidade da prestação de serviços foi deficiente em algumas instituições, agravada pela escassez de medicamentos e outros recursos no ano em análise.
«No caso do programa de médicos e enfermeiros de família», disse o dr. Portal Miranda, «houve problemas que afetaram a estabilidade e o funcionamento das clínicas, a qualidade da internação domiciliar e a dispensação».
Da mesma forma, a gestão hospitalar mostrou deficiências devido a problemas de gestão, organização e recursos; a demanda por serviços de saúde eletivos não foi atendida e, em alguns centros, houve evidências de não conformidade com os padrões de higiene e saneamento, o que levou ao surgimento de infecções associadas à saúde.
DESAFIOS EM 2023
Os desafios do Sistema Nacional de Saúde para este ano incluem a garantia de atendimento abrangente e especializado para grupos de risco e pessoas em condições vulneráveis; o aperfeiçoamento dos programas de médico e enfermeiro de família e Pami; e a incorporação, transferência e avaliação do uso de novas tecnologias médicas que garantam melhor atendimento à população.







