
O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello Rondón, foi recebido na terça-feira, 8 de agosto, pelo membro do Bureau Político do Partido Comunista de Cuba e secretário de Organização, Roberto Morales Ojeda.
Na reunião, o trabalho partidário de ambas as organizações e os novos pontos de contato bilaterais foram avaliados com base no apoio mútuo e na solidariedade com o objetivo de construir o socialismo.
O líder cubano destacou que a visita tem um significado muito especial porque retomará o plano de ação conjunta presencial, interrompido pela pandemia da Covid-19, o que permitirá continuar construindo espaços de consulta e trabalho, com base nas melhores experiências.
Lembrou que agosto é um mês para lembrar o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz em seu aniversário e, especialmente, quando Fidel disse que «pela Venezuela devemos dar tudo».
Acrescentou que há muitos elementos que nos levam a acreditar que as relações de trabalho entre o PCC e o PSUV serão consolidadas com essa visita de trabalho à Ilha maior das Antilhas.
Essa ideia foi compartilhada pelo também deputado da Assembleia Nacional da Venezuela, quando expressou que a organização cubana faz parte das relações especiais do PSUV e da Revolução Bolivariana.
«Permanecemos muito unidos porque estamos enfrentando o império mais poderoso do mundo», disse Cabello Rondón, que visitou a província de Santiago de Cuba antes de chegar à capital.
ORGANIZAÇÕES PARTIDÁRIAS CUBANAS E VENEZUELANAS ASSINAM ACORDO BILATERAL
Um acordo de intercâmbio e cooperação entre o Partido Comunista de Cuba (PCC) e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) também foi assinado em Havana, na terça-feira,8 de agosto, por Morales Ojeda e Cabello Rondón.
Trata-se de um instrumento bilateral que permitirá o fortalecimento e a consolidação da amizade, da cooperação, do diálogo e da comunicação, do aprendizado mútuo e da confiança política entre as duas organizações.
Em relação ao conteúdo do acordo, o deputado venezuelano disse à mídia local que essa assinatura institucionaliza o apoio entre as duas partes no trabalho conjunto em nível internacional.
Acrescentou que, com isso, a solidariedade mútua é endossada e o fardo que ambos os países têm de suportar como resultado das agressões imperiais é aliviado.
«Cuba e Venezuela são sobreviventes de todas as invenções para derrubar os projetos sociais empreendidos pelos dois países, que iluminam outros povos que querem ser livres», disse o líder venezuelano.
«As expectativas futuras são de que estaremos sempre unidos diante de um inimigo que conhecemos e que não subestimamos. Esse inimigo não tem escrúpulos, tem muitos recursos e aliados no mundo para nos atacar.Propomos um futuro esplêndido para as pessoas que desejam ser livres», disse Cabello Rondón.







