
Desde maio passado, a Covid-19 deixou de ser uma emergência sanitária internacional para a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas não por isso — alertou também a instituição na altura — deixaria de ser uma ameaça à saúde global. Na verdade, é hoje um problema de saúde estabelecido. Na última segunda-feira, 4 de setembro, por exemplo, foram notificados 21.168.635 casos ativos em todo o mundo.
De acordo com as recomendações do diretor-geral da OMS, em relação à Covid-19, as autoridades do ministério da Saúde Pública de Cuba (Minsap) apresentaram esta terça-feira, 5 de setembro, as propostas de ações em curto e médio prazo sobre a monitorização e vigilância da doença na fase atual, na habitual reunião do primeiro-secretário do Comité Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, com especialistas e cientistas em questões de saúde.
Ao relatar o comportamento da doença em Cuba, a drª Ileana Morales Suárez, diretora de Ciência e Inovação e Tecnologia do ministério da Saúde Pública, explicou que nos últimos 14 dias foram diagnosticados 18 casos positivos.
«Todos os casos sequenciados – destacou – correspondem à variante Ómicron; nas últimas oito semanas foram identificadas 13 subvariantes desta cepa no país».
Desde o início da pandemia já encerrada até 4 de setembro, foram notificados 1,11 milhão (1.115.123) de casos confirmados de Covid-19 na Ilha. O país acumula 8.530 mortes, para uma letalidade de 0,76%. A última morte ocorreu em 20 de agosto de 2022. Hoje, a morbidade grave e crítica no país é muito baixa.
Todos os modelos de prognóstico refletem que existe um controle da doença, resultado da dedicação e profissionalismo do pessoal de saúde cubano e da comunidade científica. Desde a obtenção das vacinas cubanas anti-Covid-19, foram aplicadas 406,1 doses em cada cem habitantes.
A estratégia de vacinação cubana permitiu imunizar 10.03 milhões (10.031.591) de pessoas (90,9% da população ou 98,7% da população vacinável).
No encontro desta semana com especialistas e cientistas em questões de saúde, marcaram presença juntamente com o presidente, o membro do Bureau Político e primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz; os vice-primeiros-ministros Inés María Chapman Waugh e Jorge Luis Perdomo Di-Lella, e o titular do Minsap, dr. José Angel Portal Miranda.
«O fato de a Covid-19 ser agora um problema de saúde estabelecido e persistente implica que os países devem integrar as atividades de vigilância e resposta às doenças nos programas regulares», disse o dr. Morales Suárez, adotando os critérios do diretor-geral da OMS.
Mencionou que a organização recomendou para a fase atual, entre outras dicas:
• Manter o que foi alcançado em termos de capacidade nacional e preparar-se para eventos futuros.
• Integrar a vacinação contra a Covid-19 nos programas de vacinação ao longo da vida.
• Integrar a vigilância dos agentes patogênicos respiratórios e continuar comunicando os dados à OMS.
• Preparar-se para a autorização de vacinas, diagnósticos e tratamentos no âmbito dos quadros regulamentares nacionais, a fim de garantir a disponibilidade e o fornecimento em longo prazo.
• Continuar trabalhando com as comunidades para alcançar programas fortes, resilientes e inclusivos na comunicação de riscos e no envolvimento da comunidade, bem como na gestão da infodemia.
Em tudo isto e muito mais, Cuba tem trabalhado e avançado, enfatizou a diretora de Ciência e Inovação e Tecnologia do Minsap, que elaborou extensivamente em sua apresentação, entre outros temas, sobre os princípios para a prevenção e controle da Covid-19. em Cuba; as principais linhas estratégicas do país para esse fim — com base nas recomendações permanentes da OMS — e as principais ações a serem realizadas.
O ministério da Saúde Pública também propôs, e isto foi aprovado pela liderança do país, que com base na atual situação epidemiológica e nas novas recomendações emitidas pela OMS, em 30 de agosto de 2023, relacionadas à informação contínua sobre o Covid-19, as informações relativas à doença e à vacinação sejam entregues com frequência semanal.







