
A poucos dias do retorno da grande maioria dos estudantes cubanos às salas de aula, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, liderou uma reunião para avaliar o andamento dos preparativos para o início do ano letivo em todo o país.
No Palácio da Revolução, a reunião, que também contou com a presença do membro do Bureau Político e primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz, teve a participação de representantes dos cinco órgãos de formação, bem como de outros responsáveis por garantir determinadas atividades que fazem parte do processo de ensino no território nacional, que neste novo período tem um total de matrículas de mais de 1,8 milhão de alunos, incluindo os de educação geral e ensino superior.
Entre as questões que foram analisadas com maior ênfase durante o dia estiveram as relacionadas à venda e distribuição de uniformes escolares, que, reconhecidamente, têm tido problemas de organização e planejamento, bem como a garantia do material básico de estudo para a educação geral, que terá um salto qualitativo este ano com a chegada de novos livros ao país.
A ministra da Educação, Naima Trujillo Barreto, em declarações à equipe de imprensa da Presidência, explicou que, em vista dos problemas que surgiram nos diferentes territórios associados à distribuição e venda de uniformes escolares, foi decidido reorganizar.
A esse respeito, lembrou que, ao contrário dos anos anteriores, e devido à complexa situação econômica do país, nesta ocasião não foi projetado que a indústria produziria todos os uniformes exigidos para as séries iniciais, e parte deles foi garantida com os estoques que existiam nos armazéns.
Enfatizou que «é um mecanismo que requer ajustes constantes e do qual participam várias instituições e organizações, e nas viagens que fizemos descobrimos que em alguns lugares específicos – porque a situação não é a mesma em todo o país – temos que nos apressar muito e retomar o trabalho, para que possamos nos deslocar muito rapidamente de uma oficina para outra, de um município para outro, de uma instituição comercial para outra, de modo a facilitar as vendas em primeiro lugar».
Como parte desse processo, garantiu que os critérios que a população tem emitido também são levados em conta e podem ajudar à aquisição das peças de vestuário a ser o mais rápida e fácil possível nos locais onde são vendidas.
Disse que «Matanzas é o território mais complicado no momento, mas há outros que também têm situações específicas em alguns municípios, que discutimos nesta reunião com o presidente Díaz-Canel, juntamente com todos os envolvidos, as melhores maneiras de responder a elas».
Com relação à distribuição dos livros que fazem parte da 3ª Melhoria do Sistema Educacional Nacional, Trujillo Barreto disse que os materiais que estão chegando ao país permitirão dar continuidade à «transformação curricular tão importante para esse processo».
Explicou que «os novos livros, além de serem de alta qualidade, nos permitem conectar com toda a plataforma de mudança curricular que o 3º Aperfeiçoamento tem; professores, crianças e suas famílias terão livros didáticos, apostilas para essas séries, materiais didáticos e outros recursos que são coerentes com essa transformação».
«Esperamos que no mês de outubro, que é quando o trabalho com o novo conteúdo realmente começará, os livros e apostilas para esse segundo grupo já estejam nas salas de aula».
Enfatizou que «são avanços tremendamente favoráveis para nós, que também constituem uma garantia para a qualidade da educação, apesar da difícil situação econômica de Cuba, na qual não apenas o papel das escolas e dos professores, mas também o das famílias e das diferentes instituições, é essencial».
Por sua vez, o ministro de Educação Superior (MES), Walter Baluja García, falando na reunião de trabalho, lembrou que o ano de 2024 será o ano em que esse nível de ensino voltará ao calendário tradicional de estudos, embora o ano letivo de 2024-2025 só comece em outubro.
Baluja disse que, na primeira quinzena de setembro, «várias equipes de gestão do MES percorrerão o país para avaliar a situação específica de cada um dos territórios e suas instituições».
Posteriormente, o presidente do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (Inder), Osvaldo Vento Montiller, comentou que foi feito um trabalho para recuperar gradualmente as capacidades dos centros internos.
Também fez referência à falta de professores de Educação Física, situação em que o presidente comentou que poderiam ser buscadas alternativas para apoiar os alunos da Universidade Manuel Fajardo de Cultura Física e Ciências do Esporte.
Em relação à educação artística, o ministro da Cultura, Alpidio Alonso Grau, garantiu que, embora existam situações construtivas em vários centros, isso não impede o início do ano letivo. «Foram adotadas alternativas nos diferentes locais para que os mais de 9 mil alunos que fazem parte dessa educação possam cumprir os planos que foram elaborados», disse.
Especificamente, no setor de saúde, que em 26 de agosto reiniciou o segundo período do curso de graduação continuada em todas as instituições, incluindo a prática pré-profissional em todos os programas de graduação, o ministro, José Angel Portal Miranda, explicou que «não foram feitos ajustes curriculares nessas graduações, com o objetivo de aprofundar, consolidar e desenvolver conhecimentos, habilidades e modos de ação profissional».
O ano letivo 2024-2025, explicou, «começará em 16 de setembro para o primeiro ano e em 4 de novembro para os alunos que continuam, além de ajustes no cronograma para aqueles em prática pré-profissional».
Disse que os aventais higiênicos foram garantidos para os novos alunos, assim como a bibliografia de todos os cursos de graduação em formato digital e uma porcentagem em formato impresso. «O curso começou bem em nosso setor», disse.
Todas essas são ações essenciais para apoiar a qualidade da educação no país que, tal como disse o presidente Díaz-Canel na reunião de quarta-feira, «é fundamental para avançar na construção da sociedade que queremos».







