
«Estamos dando as boas-vindas ao camarada aqui, os velhos e novos amigos que tem em Cuba”, disse o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, após o caloroso abraço com o qual, no início da manhã de quinta-feira, 26 de setembro, recebeu To Lam, secretário-geral do Partido Comunista e presidente da República Socialista do Vietnã, em Cuba.
Essa reunião, que ocorreu em uma das salas de protocolo do Hotel Nacional, foi o prelúdio de uma intensa agenda de trabalho que incluiu uma visita de ambos os líderes à Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel.
«Estamos convencidos de que sua visita será um marco importante no fortalecimento de nossas relações, que têm laços profundos e históricos», disse o chefe de Estado cubano.
Díaz-Canel agradeceu ao «amigo e irmão pelo gesto de que uma das suas primeiras visitas internacionais tenha sido precisamente a Cuba». E também pelas «fortes palavras de apoio incondicional que expressou à nossa luta contra o injusto bloqueio econômico, comercial e financeiro que nos impõe o governo dos Estados Unidos, bem como pela exclusão da Ilha maior das Antilhas da lista de nações que supostamente patrocinam o terrorismo.
Depois de reiterar as condolências do nosso país pela perda de vidas humanas e pelos danos materiais causados no Vietnã pela recente passagem do tufão Yagi, o dignitário cubano ratificou a disposição de Cuba de ajudar essa nação irmã com uma brigada médica, caso seja necessário.
Díaz-Canel explicou que «muitos dos líderes atuais em Cuba somos de uma geração que nasceu durante os primeiros anos da Revolução e que cresceu ouvindo falar do Vietnã e admirando o heroísmo de seu povo».
«Vocês são um importante ponto de referência para nós», disse o presidente, que destacou o «trabalho árduo, a bondade e o patriotismo que distinguem os vietnamitas». E garantiu ao seu colega que «os sentimentos de Cuba em relação ao Vietnã são imutáveis».
«O mundo passou por muitas mudanças», comentou o presidente To Lam, «mas a amizade e a solidariedade do Vietnã e de Cuba nunca mudarão».
«Em tempos bons e difíceis, Cuba esteve ao nosso lado e por isso não esqueceremos o apoio heroico em nossas lutas passadas, e também no presente, apesar de estarmos em dois extremos do planeta», afirmou To Lam.
Depois de dizer que Cuba «sempre esteve na vanguarda das relações exteriores do Vietnã», o líder amigo reiterou que «nossa posição sempre será a de apoiar Cuba».
Também expressou sua gratidão pelas mensagens de condolências e apoio expressas após a recente passagem do tufão Yagi por seu país. «Compartilhamos não apenas as dificuldades do bloqueio, mas também aquelas causadas por desastres naturais», enfatizou.
To Lam disse que «esta visita não só permitirá que desenvolvamos nossas relações de forma mais eficiente e prática para o benefício de nossos países, mas também para o benefício dos movimentos de esquerda, socialistas e comunistas do mundo».
Daí a importância que atribuiu, em suas palavras, «à consolidação da solidariedade e do apoio mútuo».










