ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estúdios Revolución

«A falta de vergonha mais uma vez vai tomabdo conta dos políticos cínicos dos Estados Unidos». Foi o que disse em X o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, ao afirmar que está comprovado que o êxodo migratório é proporcional ao endurecimento da política de bloqueio dessa potência do Norte.
 O chefe de Estado rechaçou as declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que qualificou Cuba, Nicarágua e Venezuela como inimigos da humanidade. Em uma visita à Costa Rica, o político norte-americano acusou esses três países de serem a causa da atual crise migratória.
 «Inimigos da humanidade são aqueles de nós que resistem aos bloqueios sem abandonar a solidariedade com outros povos ou aqueles que aplicam o bloqueio atropelando as leis internacionais? O inimigo da humanidade é o império com seu apetite expansionista e sua pretensão inútil de governar o mundo», enfatizou o presidente, que alertou sobre o perigo para a humanidade do neofascismo promovido a partir de Washington.
 O membro do Bureau Político e ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, também disse que a projeção dos Estados Unidos em relação à América Latina e ao Caribe promovida pelo secretário de Estado é uma ameaça para a região.
 De acordo com a Prensa Latina, o ministro das Relações Exteriores acrescentou que ela se baseia nos métodos corruptos e desonestos que Rubio, seu companheiro Bob Menéndez e outros anticubanos têm praticado habitualmente.
 Rodríguez Parrilla disse que Marco Rubio quer visitar Havana, mas primeiro ele quer mudar o governo. «Ele não poderá visitar Cuba. Não poderá conhecer Cuba, um país sobre o qual não sabe absolutamente nada».
 Como parte da aberração antiimigração do presidente dos EUA, as agências AP e a Euronews informaram que, em 4 de fevereiro, o primeiro avião de deportados chegou à base naval de Guantánamo. Donald Trump defendeu essa medida, alegando que a base tem capacidade para abrigar até 30.000 pessoas, apesar da natureza bárbara de levar os migrantes a um tratamento desumano em condições de prisão.
 Mas isso não é surpreendente em um país cujo governo não acredita nesses tipos de direitos. Inclusive, acabou de se retirar do Conselho de Direitos Humanos, por meio de uma ordem executiva de Trump, que também ordenou a continuação da suspensão do financiamento da Agência da ONU para Refugiados Palestinos.