ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Endrys Correa Vaillant

Estimados compatriotas:
 O 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, está chegando, em homenagem àqueles que produzem e sustentam a vida.
 Há mais de 30 anos, após a queda do socialismo na Europa, as comemorações massivas desse dia se limitaram a alguns países, entre eles Cuba.
 Hoje, com legítimo orgulho, podemos dizer que, em meio às mais duras carências, nunca deixamos de levantar as bandeiras do socialismo.
 Nos anos que se seguiram, delegações de todo o mundo vieram e voltaram para celebrar o dia nesta pequena e excepcional nação onde os trabalhadores governam.
 Eles querem testemunhar e compartilhar a força de nossa resistência difícil, mas alegre.
 Eles não querem perder o exemplo impressionante deste povo, capaz de comemorar os direitos conquistados, mesmo nas piores condições econômicas e, ao mesmo tempo, criticar e exigir que, junto com o bloqueio, sejamos capazes de derrotar nossas próprias inadequações e erros.
 Isso é o que a classe trabalhadora teve o poder de fazer desde o triunfo de 1959, e esse poder foi fortalecido quando Cuba se declarou o primeiro Estado socialista do hemisfério ocidental.
 Os dias de hoje não são melhores do que aqueles em que a utopia era um horizonte invisível sob o peso da derrota do socialismo em outras latitudes.
 Assim como naquela época marchamos em comemoração ao poder sustentado dos trabalhadores e camponeses, criadores e artistas, hoje estamos aqui, prontos para marchar em comemoração.
 Sobre nossa economia sopraram e estão soprando hoje, com mais força do que nunca, os ventos do furacão do poder imperial, determinados a apagar do mapa político universal esse exemplo de ousada resistência criativa.
 Vamos demonstrar mais uma vez que não estamos vivos e de pé porque o maior inimigo do povo cubano quer que estejamos. Estamos vivos, de pé, resistindo e criando, pela vontade dos homens e mulheres cubanos.
 E desta vez com uma inspiração especial. O dia 1º de maio marca o 25º aniversário do discurso histórico de Fidel na Praça repleta de pessoas, quando ele nos conclamou a agir com um «senso de momento histórico, a mudar tudo o que deve ser mudado e a nos emanciparmos por nós mesmos e com nossos próprios esforços».
 Tal como disse Fidel na época: «Revolução é unidade, é independência, é lutar por nossos sonhos de justiça para Cuba e para o mundo».
 Vamos marchar no 1º de Maio mostrando a força da unidade. Por nossa independência e nossos sonhos de justiça.
 Contra o bloqueio e contra o retorno do fascismo. Contra o genocídio em Gaza e contra os genocídios silenciosos provocados pelo mar de injustiça que ameaça nossa espécie.
 Vamos marchar pelo mundo melhor que Cuba quer e merece.
 A gente se vê no dia 1º na Praça da Revolução!