ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Para os produtores agropecuários foi desenhado um mecanismo financeiro que elimina intermediários desnecessários. Photo: Dunia Álvarez Palacios
Como um congresso de reafirmação revolucionária e de compromissos com a construção de um socialismo definiu Óscar Luis Hung Pentón, presidente da Associação Nacional de Economistas e Contadores de Cuba (ANEC), o 9º congresso dessa organização, inaugurado em 12 de junho em Havana.
 No encontro marcaram presença o presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo Hernánez; o secretário de Organização do Comitê Central do Partido, Roberto Morales Ojeda; e Ulises Guilarte de Nacimiento, secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), bem como membros do secretariado do Comitê Central do Partido e outros líderes.
 A economia cubana está se defrontando com dificuldades no avanço da estabilização macroeconômica; a reorganização e a proteção dos fluxos financeiros eternos supõem desafios muito complexos para o banco, porque a maioria dos ingressos que vão encaminhados a um banco externo são destinados ao pagamento de outras dívidas.
 Assim foi afirmado pelo ministro da Economia e Planejamento, Joaquín Alonso Vásquez no 9º Congresso da ANEC. Ao explicar a atualização da economia nacional, precisou que o novo mecanismo de alocação de divisas e a dolarização parcial da economia já está concluído, mas está sendo avaliado como controlar os riscos.
 Explicou que o Produto Interno Bruto (PIB) os últimos cinco anos registra uma queda de 10%, semelhante à do chamado "período especial" (crise econômica dos anos 90 do século passado); e as atividades primárias, como a produção de alimentos, além da obtenção dos produtos de exportação têm sido as mais afetadas.
 Quanto ao balanço comercial, o titular de Economia e Planejamento precisou que Cuba importa mais do que exporta; e essa situação provoca que não se estejam gerando suficientes divisas e se acumulem dívidas.
 «Além disso, a nação tem um déficit orçamentário que gera desequilíbrios comerciais, financiados mediante a emissão de bônus», disse.
 Ao avaliar o Índice de Preços ao Consumidor, o ministro precisou que se mantém um tendência decrescente, relativamente aos anos anteriores. Contudo, os preços continuam elevados: o «salário aumenta ao mesmo tempo que os preços, como expressão da oferta e da procura em mercados que já existem e que funcionam sob essas premissas». 
 Explicou em detalhes que até à data existem 23 esquemas de financiamento em divisas, com o fim de dar impulso à recuperação produtiva, os quais vêm sendo adaptado passo a passo, e em alguns deles se destina uma parte à Caixa central, para programas prioritários.
 «Da mesma forma, para os produtores agropecuários foi desenhado um mecanismo financeiro que elimina intermediários desnecessários», afirmou Alonso Vásquez.
 Não obstante, as três taxas de cambio que persistem no sistema econômico geram desarticulação entre os atores, sendo por isso que o dólar se converteu em um mecanismo de interligação, «o que derivou em uma dolarização parcial da economia», ressaltou.
 Nesse sentido, torna-se necessário vincular essas taxas mediante divisas e, embora o objetivo final seja a desdolarização, «a opção por agora é avançar rumo a uma dolarização parcial».
 Restaurar os equilíbrios macroeconômicos é prioridade, para que se dinamizem os setores produtivos do país e a economia cubana venha a crescer de maneira sustentável. Por isso, declarou Alonso Vásquez, o programa governamental rumo à sua estabilização depende do aumento das exportações, a reforma do mercado cambial e a redução do déficit fiscal,