
Com o objetivo de desenvolver produtos biológicos e farmacêuticos para melhorar a saúde humana e animal, foi criada a Rede de Biotecnologia Agrícola e Saúde Natural Cuba-Vietnã, um passo estratégico entre os dois países, que permite o avanço da Ilha nessa área da ciência.
De acordo com Leandro Luis Licea Vargas, presidente da entidade Labiofam, que conversou com o Granma Internacional, as linhas de trabalho estão focadas na produção de vacinas — para uso humano e veterinário — produtos dermatológicos naturais, na criação e comercialização de bioprodutos para o desenvolvimento agrícola, como biofertilizantes e biopesticidas, e outros para o controle de vetores, com o objetivo de reduzir os impactos da dengue, chikungunya e zika.
«Esta colaboração não só nos permitirá importar tecnologia de ponta para Cuba, como também transferir nossa própria tecnologia, além de pesquisar e produzir sob o conceito de Saúde Única», observou.
Até o momento, 21 instituições cubanas, incluindo o Grupo Empresarial BioCubaFarma, o hospital de oncologia e o Centro de Produção de Produtos Citostáticos, fazem parte desta aliança.
De acordo com Duong Thi Bich Diep, diretora do Instituto de Economia Verde do Vietnã, a Rede de Biotecnologia criada é concebida como uma nova plataforma de cooperação científica, onde todas as forças convergem simultânea e integralmente.
«Será um espaço que abrangerá da pesquisa à produção e comercialização, ajudando os medicamentos cubanos a estarem presentes no Vietnã e, de lá, se expandirem para o mundo», afirmou.
Além disso, no evento de lançamento da Rede — que contou com a presença de Martha Ayala Ávila, membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido e diretora-geral do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB) — o presidente do Conselho de Administração do Grupo Hoa Sen, Le Phuoc Vu, afirmou que a aliança representa uma honra, marcando o 65º aniversário do estabelecimento das relações entre as duas nações: «porque demonstra que não se limita aos fóruns políticos e diplomáticos, mas também se expande para outros campos pioneiros: biotecnologia e desenvolvimento verde».







