De 12 a 14 de janeiro, realiza-se em Havana o Congresso Internacional «60 Anos da Conferência Tricontinental»
O Comandante-em-Chefe durante a Primeira Conferência de Solidariedade dos Povos da Ásia, África e América Latina.Photo: Arquivo do Granma
Reafirmar a decisão do povo de confrontar a agressão imperialista e seu desejo de dominação e colonização, sabendo que os tempos da escravidão ficaram para trás, é a primeira ação dos delegados de mais de vinte países que participam do Congresso Internacional «60 Anos Depois da Tricontinental: Contexto, Impacto, Legado e Futuro», que acontece entre 12 e 14 de janeiro na capital cubana.
Com a certeza – expressa na Declaração Política do encontro – de que este deve ser o século da morte definitiva de todas as novas formas de colonialismo, iniciou-se este encontro fundamental, no qual, além disso, foram denunciadas as recentes ameaças de Donald Trump a Cuba e aumentou-se o apoio ao povo e ao governo venezuelanos, após as agressões perpetradas contra sua soberania e estabilidade.
A ideia inicial deste evento — que envolveu quase 200 pesquisadores, acadêmicos, ativistas e representantes de movimentos sociais — era comemorar as seis décadas da Conferência Tricontinental, realizada em Havana em 1966, que contou com figuras como Salvador Allende, Amílcar Cabral e Cheddi Jagan. No entanto, no contexto atual, transcende esse objetivo. «A meta é fortalecer o espírito de solidariedade global, especialmente a do Sul Global, contra o imperialismo», explicou Par Kumaraswami, presidente do comitê organizador do Congresso.
«Hoje, o espírito daquela Conferência Tricontinental é mais necessário do que nunca», declarou Abel Prieto Jiménez, presidente da Casa das Américas, em seu discurso de abertura. «Estamos em um momento de grave perigo, enquanto o império age sem controle, freneticamente diante da perda de sua hegemonia em um mundo multipolar», observou. Nesse sentido, Prieto fez um apelo à defesa do pensamento crítico, da capacidade analítica e da nossa história, «daquilo que fomos».
A cerimônia foi presidida por Rolando Yero Travieso, chefe do Departamento de Atenção ao Setor Social do Comitê Central do Partido; Fernando González Llort, Herói da República de Cuba e presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos; Reynaldo Velázquez, vice-ministro do Ensino Superior; e Miriam Nicado García, membro do Comitê Central do Partido e do Conselho de Estado, e reitora da Universidade de Havana.
Esse é um projeto que proporciona soberania tecnológica, uma vez que, em caso de obsolescência, quebra ou bloqueio, soluções rápidas podem ser fornecidas, pois se trata de uma interface desenvolvida no país