ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Cubadebate
Alcançar uma taxa de sobrevivência de 80% em pacientes pediátricos com câncer pode parecer — para quem vê de fora — um sonho impossível para Cuba. É, sem dúvida, um número significativo para um país em desenvolvimento e, além disso, alvo constante de um bloqueio criminoso. No entanto, o Sistema Público de Saúde da Ilha conseguiu isso graças a um programa bem estruturado que reflete a vontade política do governo, e também com a solidariedade e o apoio de indivíduos corajosos que não têm medo de atravessar o cerco genocida.
 
Manter padrões tão elevados nesse indicador é difícil para os profissionais de saúde em Cuba, que tiveram que modificar protocolos, inovar e enfrentar o desafio, já que são impedidos de acessar tecnologias para tratamentos oportunos e medicamentos de primeira linha.
 
Isso foi reconhecido em 26 de janeiro, pelo dr. Carlos Alberto Martínez Blanco, chefe da Seção de Controle do Câncer, do ministério da Saúde Pública, durante a entrega de uma doação do projeto Hatuey, sigla derivada de seu nome em inglês, Health Advocates in Truth, Unity and Empathy (Defensores da Saúde em Verdade, Unidade e Empatia).       
 
«Esta é a oitava vez que eles ajudam a Ilha», comentou a coordenadora Gloria La Riva, que na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), juntamente com um grupo de membros do projeto, relatou uma série de doações de suprimentos e medicamentos para o tratamento do câncer pediátrico no hospital Juan Manuel Márquez, em Havana, e no hospital José Luis Miranda, em Villa Clara.
 
«A ajuda, incluindo suprimentos, também chegará às maternidades», anunciou ela, pois eles estão bem cientes das limitações impostas pela Casa Branca numa tentativa de sufocar a população do arquipélago caribenho.  
 
Na reunião, que contou com a presença do Herói da República Fernando González Llort, presidente do ICAP, La Riva afirmou que em Hatuey, «estamos comprometidos com Cuba para sempre. Sabemos que Cuba não desistirá, não se renderá, e nós também não. Há muitas pessoas nos Estados Unidos que apoiam e amam Cuba», declarou.
 
A oportunidade foi aproveitada para condenar o governo dos EUA por manter a nação caribenha na «infame e falsa lista» de países que supostamente patrocinam o terrorismo, e para reiterar que este projeto apoia o povo cubano na luta contra o imperialismo.