ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Pacientes com câncer em Cuba são vítimas da crueldade do bloqueio. Photo: José Manuel Correa
Apesar das severas limitações impostas pelo bloqueio econômico decretado pelo governo dos EUA, Cuba mantém e desenvolve seu Programa Abrangente de Controle do Câncer, reafirmando um compromisso constante com a vida e a saúde de seu povo.
 
No Dia Mundial do Câncer, o dr. Luis Martínez Rodríguez, diretor do Instituto Nacional de Oncologia e Radiobiologia, afirmou que «é a segunda principal causa de morte em nosso país, mas também, e isso é muito importante: é a principal causa de anos potenciais de vida perdidos».
 
Martínez destacou que em Cuba são diagnosticados mais de 50 mil novos casos anualmente; no entanto, muitos podem ser prevenidos com mudanças no estilo de vida.
 
Por sua vez, o dr. Carlos Alberto Martínez Blanco, chefe da Seção de Controle do Câncer, do ministério da Saúde Pública (Minsap), explicou que Cuba possui um programa abrangente estruturado nos três níveis do Sistema de Saúde, desde o atendimento primário até os institutos especializados.
 
Observou que os resultados no controle da doença «foram afetados nos últimos anos pelas limitações e restrições do confinamento» e detalhou obstáculos específicos: desde a aquisição de vacinas preventivas até a manutenção de tecnologias essenciais, a aquisição de peças de reposição, medicamentos específicos para o câncer e tecnologias cirúrgicas avançadas.
 
Apesar dessas adversidades, o país mantém sua estratégia baseada na prevenção, na promoção da saúde e no desenvolvimento de uma rede nacional que organiza serviços de oncologia clínica, radioterapia e oncologia pediátrica, reafirmando seu compromisso com a garantia do direito à saúde.