ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
oi uma troca marcada pela afinidade. Photo: Estúdios Revolución

«Sabemos o que significa visitar Cuba nestes tempos», disse Miguel Díaz-Canel Bermúdez, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, na tarde de terça-feira, 10 de março, aos membros da delegação da Assembleia Internacional dos Povos (AIP), que vêm realizando um programa na Ilha desde o domingo, 8 de março, motivado pela cooperação e solidariedade.

 
Na sede do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, o chefe de Estado afirmou aos amigos visitantes – que já haviam estado na Escola Latino-Americana de Medicina, no Centro Fidel Castro, no Centro Martin Luther King e em outros locais e encontros – que eles, e a maior das Antilhas, estão inspirados pelo objetivo comum da luta anticapitalista e anticolonial.
 
«O objetivo do exposto acima», afirmou a autoridade, «é confrontar, por meio de ações coordenadas, a guerra ideológica, cultural e midiática do governo dos Estados Unidos, que é uma expressão de sua ambição hegemônica e se explicita no uso da força para esmagar o multilateralismo, para esmagar os direitos dos povos».
 
A João Pedro Stedile - da diretoria nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil -, a Brian Becker e Manolo de los Santos - do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) dos Estados Unidos - e a outros irmãos da África, Europa e América Latina, Díaz-Canel Bermúdez declarou: «Não esperávamos menos de vocês como representantes da Assembleia Internacional dos Povos».   
 
O primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba comentou com seus interlocutores: «Sentimo-nos muito motivados e entusiasmados, e também apoiados pela presença de vocês aqui».
 
Por sua vez, João Pedro Stedile enfatizou ao dignitário: «Aqui estamos, como uma família, muito felizes por estarmos aqui; agradecemos a sua generosidade em nos receber; sabemos das muitas responsabilidades que o senhor tem neste momento da história de Cuba; e estamos aqui para lhe dar um abraço».
 
O amigo também enfatizou: «Estaremos com vocês para o que precisarem, mesmo estando geograficamente muito distantes». E falou sobre projetos que estão sendo realizados para concretizar a ajuda.
 
Foi uma troca de experiências marcada por afinidades, que contou também com a participação de Roberto Morales Ojeda, secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e Bruno Rodríguez Parrilla, ministro das Relações Exteriores — ambos membros do Bureau Político. Estiveram presentes ainda Emilio Lozada García, membro do Comitê Central e chefe de seu Departamento de Relações Internacionais; e Fernando González Llort, presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).
 
Como parte dos eventos da tarde de terça-feira, 10, foi assinado um Acordo de Intercâmbio e Cooperação entre o Partido Comunista de Cuba e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil, no mesmo local onde ocorreu o encontro fraterno. O documento, que fortalece as relações bilaterais, foi assinado por Emilio Lozada, em nome de Cuba, e João Pedro Stedile, em nome do Brasil.