ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Monumento a Antonio Maceo Grajales na Praça da Revolução, Santiago de Cuba. Foto: Razones de Cuba

148 anos depois de o interior cubano ter testemunhado um dos atos mais dignos da nossa história, os líderes da Revolução evocaram neste domingo, 14 de março, a importância do Protesto de Baraguá e reafirmaram que o espírito de resistência de Antonio Maceo continua sendo a bússola inegociável da nação.

O primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, destacou como o nome de Baraguá evoca imediatamente a figura do Titã de Bronze, em contraste com a tentativa de paz sem independência.

O presidente relembrou nas redes sociais a frase icônica «Não nos entendemos», como um mandato histórico que constantemente exige «quebrar o impasse» em defesa da soberania. «Estaremos sempre ligados a esse legado de dignidade», declarou o chefe de Estado.

Por sua vez, Esteban Lazo Hernández, membro do Bureau Político e presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, descreveu o evento como um emblema da firmeza do povo cubano. Inspirando-se nos ideais de José Martí, Lazo lembrou que, para o Apóstolo, o protesto de Maceo foi «um dos eventos mais gloriosos da nossa história». Lazo enfatizou sua relevância duradoura como um pilar da intransigência revolucionária.

Manuel Marrero Cruz, também membro do Bureau Político e primeiro-ministro, enfatizou que a postura de Maceo colocou as bandeiras da nação em seu ponto mais alto, uma posição que — afirmou ele — permanece intacta 148 anos depois, sob a orientação do pensamento de Fidel Castro. Diante de qualquer tentativa de rendição, Marrero reafirmou o compromisso da Cuba soberana de jamais se render.

Da mesma forma, Roberto Morales Ojeda, membro do Bureau Político e secretário de Organização do Comitê Central, evocou a relevância do marco emancipatório, afirmando que qualquer tentativa de minar a soberania nacional encontrará o mesmo muro de princípios que Baraguá.

Morales Ojeda contrastou a energia de Maceo com a dos «zanjoneros» de ontem e de hoje, e lembrou a convicção de Fidel de que o futuro da Ilha será «um eterno Baraguá».

Com essas demonstrações de lealdade histórica, Cuba comemorou o aniversário desse evento épico, como uma força viva que mobiliza a vontade de um povo determinado a ser livre, independente e fiel às suas raízes.