«Não entendo por que Cuba é uma ameaça tão grande...» Essa pergunta surge dos sentimentos de cidadãos norte-americanos que conhecem Cuba e que se beneficiaram do produto cubano NeuralCIM — desenvolvido no Centro de Imunologia Molecular. Os depoimentos daqueles que recuperaram o senso de identidade e algumas de suas memórias perdidas foram compilados em uma breve, porém impactante, peça audiovisual.
Recentemente, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, anexou esse vídeo a um de seus tweets, no qual afirmou que os pacientes do dr. Bill Blanchet no Colorado, EUA, são uma prova eloquente dos «benefícios deste importante tratamento cubano» e que o bloqueio imperial contra Cuba impede que sete milhões de norte-americanos recebam os benefícios do NeuralCIM e, assim, possam lidar com o Alzheimer e a demência por meio de um produto de «eficácia testada».
Mais de uma voz norte-americana denunciou a natureza criminosa do bloqueio imperialista e questionou o que a Ilha havia feito aos Estados Unidos. O material impactante abriu os trabalhos do dia — na tarde de terça-feira, 24 de março — do Encontro de Especialistas e Cientistas em Questões de Saúde, que foi presidido pelo primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez.
Durante a reunião — que contou também com a presença dos vice-primeiros-ministros da República de Cuba, Inés María Chapman Waugh e Eduardo Martínez Díaz — os especialistas forneceram detalhes sobre os testes clínicos com o NeuralCIM, cujos resultados são muito encorajadores, pois indicam um produto com ação neuroprotetora eficaz.
Ao término da reunião, o dr. Eliseo Capote Leyva, promotor do Centro de Imunologia Molecular (CIM), explicou aos jornalistas que o NeuralCIM tem entre suas funções a redução da inflamação, promovendo o aumento de substâncias naturais no organismo que são neuroprotetoras, enquanto diminui outras que são tóxicas.
Em relação aos testes clínicos com o medicamento, cujo objetivo principal, segundo ele, é avaliar seu comportamento em doenças neurodegenerativas, Eliseo Capote afirmou que esses estudos mostram «resultados muito promissores, fundamentalmente na doença de Alzheimer».
O especialista comentou que «também existem testes clínicos em ataxia espinocerebelar e na doença de Parkinson; mas os principais resultados, até o momento, foram obtidos na doença de Alzheimer, que é uma doença neurodegenerativa, na qual as pessoas têm sua esfera cognitiva afetada e tudo relacionado à memória, orientação e linguagem».
Na opinião dele, o interessante é saber que a evolução natural da doença de Alzheimer tende à piora em mais de 70 a 80% dos pacientes; e que, «nos resultados que temos até agora», derivados de testes clínicos com NeuralCIM, «conseguimos que mais de 60% dos pacientes estejam entre as categorias de melhora e estabilidade, o que, sem dúvida, é algo importante, algo significativo».
Em relação a Cuba, o dr. Eliseo Capote Leyva afirmou que, segundo cálculos, cerca de 160.000 pessoas podem sofrer de demência; e, destas, cerca de 70% têm doença de Alzheimer – que é a causa mais frequente de demência no mundo, e também em Cuba.
O especialista explicou que este é um «problema de saúde grave» que afeta tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Segundo ele, isso representa um desafio para a produção do NeuralCIM, e é «um sonho que tentaremos tornar realidade da melhor maneira possível, explorando todos os mecanismos disponíveis para garantir aos pacientes cubanos o produto de que precisam».
Acrescentando detalhes sobre os testes clínicos, o especialista explicou que foi utilizada uma escala que avalia principalmente as habilidades cognitivas: «Ou seja, estamos falando de tudo relacionado à orientação, memória, linguagem, capacidade de planejar uma tarefa, capacidade de executar uma tarefa e habilidades de cálculo. Essas são as áreas em que os pacientes que utilizam o NeuralCIM apresentam melhora».
O médico enfatizou que «o NeuralCIM não é uma solução milagrosa. Não cura a doença de Alzheimer. O que temos observado é que a grande maioria dos pacientes alcança algum grau de melhora e estabilidade, enquanto a história natural da doença é justamente o oposto».
Conforme explicaram os especialistas na terça-feira, 24, o próximo passo é continuar coletando dados sobre os efeitos do medicamento em quem o utiliza, a fim de chegar ao ponto da certificação final. Não se tratam de estudos de um ou dois anos, mas sim de pesquisas que remontam a 15 anos e envolveram diversas instituições científicas, em uma rede de conhecimento cujo arquiteto e principal promotor foi o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz.
«É preciso dar continuidade a isso», enfatizou o presidente Díaz-Canel Bermúdez ao final da reunião de especialistas e cientistas. Ele também propôs — dada a importância dos resultados e o valor do uso do NeuralCIM para melhorar vidas — que o progresso dos estudos seja avaliado antes do final deste ano.







