ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
De uma ponta a outra do país, dezenas de milhares de compatriotas demonstraram os sentimentos de toda uma nação. Photo: Germán Veloz Placencia
Cienfuegos.– 65 anos após a primeira grande derrota do imperialismo ianque na América Latina, o povo de Cienfuegos se reuniu no Parque José Martí para lançar o movimento «Minha Assinatura pela Pátria», em apoio à recente Declaração do Governo Revolucionário.
 
O educador Damián Cosme, Herói do Trabalho da República de Cuba, expressou seu compromisso como «um cubano capaz de cumprir o que a Revolução nos propõe e de dar a minha vida, se necessário».
 
Anay Morera Guillen, secretária da Central Sindical dos Trabalhadores de Cuba em Cienfuegos, declarou: «Estamos aqui para dizer ao mundo que Cuba não se renderá e, agora, quando a Pátria mais precisa de nós, estamos mais unidos para superar todas as adversidades».
 
É UM ASSUNTO DE FAMÍLIA TAMBÉM
 
Sancti Spíritus.– Com sua princesinha (Dina) ao lado, ele se inclina sobre a mesa onde assinará seu nome. Seu outro filho, Dairon, e sua esposa, Yudiana, estão com ele. Para Andrés Concepción, um trabalhador do setor de transportes, isso é simplesmente um assunto de família.
 
«Vim aqui por pura convicção», ele me diz, «porque estes são os momentos de dizer um sim retumbante ao nosso país. É o legado dos tempos coloniais, mas também é continuidade, o que é extremamente importante, porque, como se diz no beisebol, ‘não acabou até que acabe’, e, da nossa parte, não vai acabar. Cuba e a Revolução existirão para sempre».
 
«Vejo isso como uma transmissão dos meus pais para mim, de mim para os meus filhos, deles para os filhos que eles terão um dia...»
 
«Portanto, ninguém me obrigou a vir, muito menos a apoiar o apelo para assinar este documento. Estou muito feliz por tê-lo feito com a minha família, porque é uma forma de demonstrar ao imperialismo e ao mundo inteiro a unidade que temos como povo, a nossa rejeição ao bloqueio dos Estados Unidos, a nossa repudiação da guerra, da violência e do terrorismo, e o compromisso com a paz que sempre tivemos como nação».
 
DESISTIR É O ÚNICO PREÇO QUE NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A PAGAR
 
Bayamo, Granma.– Na Praça da Revolução desta Cidade Monumento, moradores de Granma de diferentes gerações relembraram, tal como na invasão da Baía dos Porcos, que a liberdade não é negociável. Reynaldo Fernández Moreno, representando os heróicos combatentes, denunciou a persistência da perseguição imperialista: «Os Estados Unidos não têm desistido de seus esforços para esmagar a Revolução Cubana por meio de vários planos de agressão para nos dividir e desestabilizar».
 
Fernández Moreno denunciou a hipocrisia do inimigo: «Eles nos acusam de sermos patrocinadores do terrorismo e desenvolveram milhares de campanhas subversivas contra o nosso povo para intimidar a nossa capacidade de resistência».
 
ASSIM COMO EM GIRÓN, A VITÓRIA NOS AGUARDA
 
Santa Clara.– «Vim reafirmar meu compromisso com a Pátria. Em tempos como estes, de perigos e ameaças, não há outra alternativa senão aquela expressa por Fidel, há 66 anos: ‘Pátria ou Morte’», declarou Manuel Soliño Guevara, Herói do Trabalho da República de Cuba, após assinar seu compromisso com Cuba e sua Revolução durante um evento realizado na Empresa Agrícola Valle del Yabú.
 
Ali, no meio do campo e após concluir o trabalho voluntário, El Pioneiro, como todos conhecem este incansável trabalhador do turismo, reconheceu a importância de unir vontades para que prevaleça a paz e não a agressão militar contra o nosso país, salientando que Cuba nunca representou uma ameaça para qualquer nação.
 
PELA NOSSA BANDEIRA «QUE NUNCA FOI MERCENÁRIA»
 
Santiago de Cuba.– Com o hasteamento da bandeira cubana em locais emblemáticos do Berço da Revolução, iniciou-se o dia comemorativo do 65º aniversário da primeira grande derrota do imperialismo ianque na América, «reafirmando que, embora sejamos um povo que ama a paz, nossa bandeira será defendida a qualquer preço que seja necessário».
 
Assim disse a jovem Yesenia Acuña Borrero, diante da estátua equestre de Maceo, na Praça da Revolução que leva o seu nome.
 
Bem perto dali, no estádio Guillermón Moncada, moradores de Santiago de todas as idades se reuniram para celebrar o aniversário que demonstrou a decisão do povo cubano de não permitir interferências ou invasões. «E, sem dúvida, aproveito também esta oportunidade para assinar em defesa da Pátria, da nossa dignidade e da paz», acrescentou Yaney León, de La Palma.
 
CUBA AMA A PAZ, MAS ESTÁ DISPOSTA A DEFENDER SUA SOBERANIA
 
Holguín.– Com suas assinaturas, milhares de compatriotas residentes nesta região do Leste de Cuba demonstraram a vocação pela paz que é a essência da nação, acompanhada da convicção de que a autodefesa é um dever supremo dos cubanos.
 
Na capital provincial, durante o encontro patriótico realizado no Parque Calixto García, antes da assinatura do compromisso, a jovem Elaine Cruz Bobas, profissional de saúde pública, declarou que «a verdade deste povo não será silenciada. O sofrimento de milhões de cubanos em consequência do bloqueio e da brutal guerra econômica é um ato genocida».
 
O SIM E O NÃO DE EDILIA
 
O Parque José Martí, na cidade de Ciego de Ávila, é um cenário familiar para grandes conquistas. Edilia Gutiérrez Cordero chegou cedo neste domingo de manhã. Ela trabalha para a Direção Provincial de Economia e Planejamento. Ela vive de números, de balanços, do que pode e do que não pode ser alcançado. Mas hoje ela não está aqui para somar números. Ela está aqui para adicionar seu nome. Ela está aqui para assinar.
 
«Minha assinatura para a Pátria», diz ela, e sua voz não compete com a agitação do parque, mas prevalece, «é uma forma de dizer: Aqui estamos».
 
E repete: Aqui estamos nós. Diante do ressurgimento da ameaça imperialista. Como uma mulher de Ciego de Ávila. Como uma cubana; uma mulher que trabalha para planejar a economia de sua província e que hoje também planeja um gesto de dignidade.
 
Mas a assinatura dela é ambígua. Não é apenas um sim. É também um não.
 
—Eu também assino — acrescenta. E seu tom se torna mais sério — um sonoro não à guerra que aqueles que mais guerreiam no mundo querem nos impor.
 
Então Edilia fala de felicidade. E a palavra, em meio a tantas dificuldades econômicas, soa quase milagrosa.
 
«Eu me sinto feliz», diz ela. «Vivo Cuba todos os dias do jeito que eu quero, porque me sinto livre no país onde nasci».
 
Livre. A palavra tem peso. Não é uma liberdade abstrata ou retórica. É a liberdade de alguém que, apesar de tudo, escolhe ficar, escolhe estar entre muitas pessoas boas, escolhe construir, escolhe assinar.
 
EM LAS TUNAS, GIRÓN É HOJE E SERÁ AMANHÃ
 
Las Tunas.– Em frente à imagem do Herói Nacional José Martí, na praça que leva seu nome, centenas de pessoas de Las Tunas se reuniram para condenar o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e as constantes ameaças do governo de Washington.
 
Foi uma concentração de cor e esperança, tal como expressou o professor universitário Carlos Alberto Suárez Arcos em sua mensagem, que observou que «em muitos lugares estão sendo realizadas ações de solidariedade com Cuba porque ninguém se esquece de que este arquipélago é um símbolo de longo alcance». E afirmou que «não é uma arma de destruição em massa, é uma alma de construção em massa».
 
ASSINATURAS PARA A PÁTRIA: DUAS VOZES JOVENS DE CAMAGÜEY
 
Camagüey.– No bairro Victoria de Girón, centenas de moradores de Camagüey se reuniram para assinar uma petição em defesa da pátria. Ali, dois jovens expressaram com veemência a importância de acrescentar seus nomes à petição em defesa de Cuba.
 
Yolanda Molina Castillo, estudante da Universidade de Camagüey, deixou claro que sua assinatura não era um gesto vazio. «A história confirma nossa tradição de luta, e os exemplos estão escritos no sangue de milhares de homens e mulheres que tombaram por esta liberdade e paz que desfrutamos».
 
Por sua vez, Juan Carlos Blanco declarou ao Granma Internacional, com a convicção de quem jurou proteger vidas: «Assinei por Cuba e por Fidel, pela Pátria, pela Revolução e pelo Socialismo. Minha assinatura é meu compromisso de defender nosso futuro, nossos princípios e nossa soberania».
 
«GRINGO, PREPARE-SE E PENSE»
 
Guantánamo.– «Aqui estão minhas mãos, se forem necessárias para salvar a Revolução». Taylienis Acosta Jiménez disse isso no mesmo lugar onde Martí e Gómez foram salvos em 25 de abril de 1895, e com eles a Revolução que recomeçava.
 
Ali, ao final de um dia produtivo no polo agrícola de Arroyo Hondo, trabalhadores de diferentes setores registraram seu apoio à declaração de nosso Governo Revolucionário.
 
«Eu sou como o meu povo: pacífica», disse Taylienis. «Gringo, pare e pense antes de nos atacar», disse ela a Donald Trump, Marco Rubio e todos aqueles que nos ameaçam. «Porque se o fizerem, haverá mortes e famílias enlutadas de ambos os lados; algo muito doloroso. É sua responsabilidade; impeçam isso».
 
 (Sala de Imprensa dos Correspondentes).