ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Dos 570 MW que se prevê recuperar este ano em geração de energia térmica, 370 MW foram concluídos nos primeiros três meses. Photo: Germán Veloz Placencia
«O plano para 2026 reafirma o compromisso com a recuperação da capacidade de geração com recursos próprios», declarou o ministro de Energia e Mineração, Vicente de la O Levy, no programa de televisão Mesa-Redonda. 
 
Muitas das peças e componentes que utilizamos não são peças originais de fábrica, «mas sim soluções desenvolvidas em Cuba por meio de processos de inovação, adaptação e substituição tecnológica», argumentou o ministro. 
 
Este ano, explicou, «o plano inclui a recuperação de 570 megawatts (MW) de capacidade de geração por meio de energia termoelétrica. No final do primeiro trimestre, a meta parcial era incorporar 365 MW, e 370 MW foram alcançados, representando uma superação da meta». 
 
Entre os fatores que influenciaram esse resultado, mencionou a entrada do segundo bloco da termelétrica de Santa Cruz del Norte, após a conclusão de sua manutenção, bem como a incorporação do quarto da de Carlos Manuel de Céspedes, embora esta última tenha sofrido atrasos, pois foi detectada uma grande avaria durante a sincronização com o Sistema Elétrico Nacional (SEN).
 
Edier Guzmán Pacheco, diretor de Geração Térmica da União Elétrica, explicou os danos e o cronograma de recuperação do bloco 2 da usina termelétrica Lidio Ramón Pérez em Felton, que é estratégica devido à sua capacidade de consumir petróleo bruto nacional. 
 
Lembrando o incêndio na caldeira daquela central, explicou que o incidente afetou uma estrutura específica, o que causou uma limitação significativa na geração de energia. 
 
«Isso nos afetou, limitando nossa capacidade a 250 MW, que é a potência daquela máquina. O incêndio atingiu uma estrutura, e essa estrutura derrubou o restante da caldeira, impossibilitando sua reutilização», afirmou. 
 
Devido à extensão dos danos, foi necessário um complexo processo de reconstrução. A nova estrutura está sendo fabricada em Las Tunas, embora a restauração completa inclua componentes internos de grande complexidade.
 
Enfatizou que «a reconstrução dessa máquina não parou e as ações para incorporá-la ao sistema não cessaram, visto que se trata de uma máquina que consome petróleo bruto nacional e nos dá independência e soberania energética», afirmou.